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domingo, 5 de agosto de 2012

Hoje alguém me disse que estar só é mais fácil do que estar com alguém e é muito mais fácil no sentido em que quando estamos com alguém e com esse alguém partilhamos tudo de nós, apercebemo-nos de que precisamos de amor, e se um dia esse amor acaba, se o perdemos é como se parte de nós morresse ou fosse arrancada. E nesse aspecto, a dor de sentir a falta do amor que tivemos um dia é dos piores sentimentos que podemos experimentar. Daí que seja mais fácil estar só, já que não corremos o perigo de passar por esse "inferno". Mas será que estar só é assim tão fácil?
Tudo tem as suas vantagens e desvantagens, é claro... No entanto, esconder-se e evitar sentir também não deve ser muito bom, e isto vai muito mais além do facto de se estar só ou com alguém, porque podemos supostamente estar com alguém e sentirmo-nos o ser mais sós e desamparado do universo, e essa angustia é muito perturbadora, é uma prisão à qual não é fácil escapar... mas dá para escapar! Por outro lado, alguém que esteja só não é automaticamente alguém infeliz e para estar com alguém só pelo estatuto de fazer parte de um suposto casal ou porque se tem medo de não encontrar mais ninguém, também não é saudável, e acaba por levar a situações extremas de falta de respeito e humanidade. Mais vale cortar o mal pela raíz, sacudir o pó de cima e para a frente é que é caminho!
Estava aqui a pensar e lembrei-me que até foi à pouco tempo que alguém me disse que eu tenho um coração que é uma pedra de gelo, e que nunca ninguém o vai conseguir derreter porque eu não me importo o suficiente com ninguém e esqueço as pessoas muito rápidamente. POW!
Bem, ouvir isto foi uma surpresa para mim, até fiquei atordoada porque nunca me vi como alguém assim. Mas estas palavras ficaram a fazer eco e tenho pensado nisto. Será que algo disto é verdade? Eu continuo a não me ver como um iceberg mas não foi agradável ouvir tal coisa. Enfim...
Este iceberg vai é para a praia ver se derrete!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Words, words...



Nestes últimos dias tenho escrito tanto, tanto... mas não me apetece publicar quase nada daquilo que escrevo... são os meus manuscritos electrónicos secretos... gosto de os ter.
Nem tudo o que parece é... às vezes o mesmo se aplica aos meus textos. Muitas vezes num mesmo texto o passado e o presente se intersectam de um modo que só eu é que sei, o que faz com que apenas eu consiga apreender a totalidade do conteúdo derramado em palavras...
Uma palavra pode ter tantos significados por si mesma ou ainda pelas outras palavras que a acompanham... já o disse e volto a dizer, gosto de escrever e além de gostar preciso de escrever, tal como de respirar e dançar e dar mergulhos...
Além de ter esta necessidade de transformar o que sinto e o modo como vejo o mundo em palavras, por vezes também gosto de brincar com as palavras de um modo mais leve, jogando não tanto com os seus significados mas mais com a sonoridade que estas têm.
E de onde vem a inspiração, de onde nasce aquela vontade de querer escrever? Depende dos dias ou das noites... vem de lugares tão diversos... pode vir de conversas com pessoas importantes, de um dia bem passado na praia, de alguém desconhecido, de uma imagem, de um sonho, de uma situação real, do passado, do presente, do futuro quem sabe, de algo que li ou fotos que vi, de uma música, de um perfume... e claro, de dentro de mim, de algo que quero pôr cá para fora...
Aqui faço acontecer as minhas palavras...

sábado, 29 de maio de 2010

Palavras escritas há algum tempo...



Sei que não posso ficar neste "quarto"... a vida é uma sucessão de "quartos"... tenho de ir mas custa deixar para trás algo que me diz muito... mas sei que é preciso... faz-me falta e tem de ser. Ainda assim, não é fácil mas estou a fazer o melhor que posso porque sei que tenho de ir, preciso ver mais, ser mais e melhor... mas... sinto a tua falta, de ti que me preenches este "quarto" de uma maneira da qual nem tens consciência, nem nunca irás ter porque eu não vou nem tentar começar a explicar-te o significado que tens para mim, por inúmeras razões... a única coisa que te posso dizer é que gosto e estou grata por fazeres parte deste meu "quarto"...
Sou alguém melhor e mais completa por ter partilhado contigo todos aqueles momentos, puseste muitos sorrisos nos meus lábios, mudaste o tom de muitos dias... e como tal vais estar sempre comigo esteja onde estiver, seja em que altura for.

Thanks babe ;)

Escrevi estas palavras há algum tempo numa hora de almoço à beira-mar, no meu caderninho que para tudo serve e de que raramente me separo... escrevi-as para mim, tal como tudo aquilo que escrevo e seriam apenas para ser vistas pelos meus olhos, mas tal como naquele dia senti o impulso de as transpor para o papel, agora sinto o impulso de as partilhar aqui no blog, no meu papel virtual... e aqui estão...

sábado, 24 de abril de 2010

Um simples desabafo...



Porque o que foi não volta a ser, por muito que o possamos querer...

E o que já foi, foi bom, foi maravilhoso, mas ainda assim fica sempre aquém daquilo que imaginamos... o que imaginamos apenas depende de nós, e como tal é ideal e perfeito, mas o mundo real comporta muito mais do que nós mesmos, ele engloba pessoas e acontecimentos sobre os quais não temos qualquer tipo de controle... como tal o que imaginamos nunca corresponde à realidade em que nos movemos. Mas é assim que tem de ser e ainda bem que assim o é, porque a riqueza da vida está no encontro com o outro... quantas vezes somos surpreendidos por acontecimentos e encontros inesperados (umas vezes para o bem outras para o mal ou menos bem)?... É tão bom quando recebemos a visita de alguém há muito ausente, quando alguém desejado mas não procurado ou disponível nos procura com um telefonema, uma mensagem ou o que for, a presença de um amigo há muito ausente mas nunca esquecido, um encontro fruto do acaso num café... tudo isto te leva a pensar que se bem que o futuro não está totalmente definido à partida, há coisas, encontros, pessoas que estão destinadas a ser e acontecer, ainda que esses encontros, momentos não tenham a duração que possamos desejar ou tenhamos imaginado.

Acredito que há pessoas pessoas que TÊM de passar pela nossa vida porque nos estão destinadas naquele momento, dias, horas, anos...as nossas vidas cruzam-se porque assim o tem de ser, porque sem elas não somos completos, precisamos viver e aprender com elas, e ainda que esse tempo não corresponda ao tempo que imaginámos e idealizámos e que a distância física nos separe, a nossa ligação tão única e especial permanece, embora invisível para os outros, nós sabemos e sentimos que está lá e ainda que sem palavras, porque elas não são realmente necessárias, o elo está lá porque na verdade somos duas partes de um mesmo todo... são estes encontros que enriquecem a nossa existência, nunca seríamos quem somos se tais encontros não se dessem...

Quando falo destas pessoas essenciais (essenciais no sentido de que fazem parte da nossa essência, de nós mesmos), falo de amores, amigos, amantes... de todas as pessoas que realmente nos marcam para a vida, e acredito que durante a nossa vida não temos apenas um destes encontros, existem várias partes de nós espalhadas por aí, todas eleas nos fazem falta... mas não sei se será possível que todos esses encontros se dêem em apenas uma vida... quem sabe...

Ainda que os nossos encontros sejam mais breves do que o que possamos ter desejado, ainda bem que acontecem, é bem melhor ter tido, sentido, vivido e perdido do que nem sequer ter experimentado aquela comunhão mágica cuja lembrança nos vai acompanhar pelo resto das nossas vidas, não querendo isto dizer que tenhamos de ficar presos ao passado... nada disso. Aliás o que vivemos é a preparação para o futuro que nos espera, uma vez que já sabemos o que somos capazes de ser e sentir e como tal temos de progredir... AMAR, VIVER, ou não faz sentido cá estarmos...

Quanto mais falo e escrevo, mais vontade tenho de falar e escrever, há tanto que ainda quero dizer, mas sinto que nunca irei conseguir dizer tudo o que me vai cá dentro... sinto que quanto mais há a dizer mais fica por dizer porque as palavras simplesmente não chegam...