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domingo, 28 de setembro de 2014

Lazy Sunday




I'm in a lazy mood... and is there a better day to dedicate ourselves to laziness than a Sunday morning?
Breakfast in bed, coziness, sweet sweet music...

...This is the thing...

...Everything has an ending...


The world can wait a bit more

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Aquele vaziozinho da saudade




Que se faz quando sentimos que parte de nós está longe? Como lidar com a ausência e com aquele vazio que fica? Por vezes um dia parece uma semana...
Se é verdade que o tempo nos marca, mais verdade é que as pessoas nos marcam... moldam-nos, tiram-nos pedaços, refinam-nos... tudo aquilo que vivemos ao longo da nossa vida nos vai mudando, tal como um diamante a ser lapidado.
As pessoas passam pela nossa vida e deixam diferentes marcas, e algumas nem uma leve marca deixam, mas existem sempre aquelas que nos marcam fundo e mudam a nossa existência e não importa o tempo que estão presentes. Não são os anos, são sim as vivências que nos tatuam a alma. 
Nós não somos apenas matéria, existe algo de transcendente e único em cada um de nós, e ao longo do tempo vamos tendo encontros com outros que combinam mais ou menos com quem somos e com quem podemos vir a ser.
O sentimento de perda é complicado de se lidar, mas em última análise é melhor ter tido ou conhecido, ainda que por pouco tempo, do que nunca ter tido ou conhecido... o que importa não é a posse, é a intensidade da vivência, é podermos sentir e assim evoluir para nos tornarmos alguém melhor. Eu sou o resultado de um emaranhado de vitórias, erros, bons e maus momentos, escolhas certíssimas e escolhas erradas, pode haver uma ou outra coisa que apagava mas no geral acho que não mudava assim muita coisa.
Há pessoas de quem não sinto a mínima falta, nem me lembro da sua existência, e há pessoas que me fazem falta todos os dias... muita falta. Mas se sinto a sua falta é porque estiveram presentes ao meu lado a dada altura e carregam com elas uma parte de mim.
Preciso dizer que sinto a falta de me fazeres rir...

quinta-feira, 25 de abril de 2013



Sim, as pessoas têm de morrer, de desaparecer, os amores e as amizades desvanecem-se, a distância acontece... eu sei disto tudo, já lá vai o tempo em que eu acreditava que aqueles que mais amava eram eternos... a infância é uma época muito doce e inocente, e essa inocência vai-se perdendo ao longo do tempo e torna-se apenas uma lembrança mais ou menos longínqua e querida.
As perdas são inevitáveis ao longo da nossa vida e vamos aprendendo a lidar com elas à medida que elas nos alcançam, e é nesses momentos que somos apresentados à cortante frieza da saudade que nos vai acompanhar em vários momentos até à nossa morte.
Mas ter saudades significa que tivemos algo que nos fez feliz, por mais breve que tenha sido essa felicidade, ela foi sentida e recorda-nos da dualidade inseparável do bom e do mau.
Com o passar do tempo as lembranças podem esbater-se mas o que é importante deixa sempre um traço, da alegria ou tristeza sentidas... a memória é algo engraçado, lembramo-nos de coisas que queremos esquecer e acabamos por esquecer partes de outras coisas a que nos queremos agarrar e manter perto de nós.
Se as alegrias são para ser vividas (e muito bem vividas), as tristezas também o têm de ser para poderem ser ultrapassadas, não é escondendo e evitando aquilo que nos entristece que se anda para a frente, só quando nos permitimos sentir é que conseguimos integrar as experiências, o que não quer dizer que tenhamos de ficar obcecados e bater sempre na mesma tecla, muito pelo contrário, o objectivo é se necessário parar um bocado e sentir o que há para ser sentido, e depois levantar o olhar e seguir em frente, nem que seja iniciando por passinhos bem pequeninos. Um início trémulo é melhor do que estagnar.
O bom e o mau ou menos bom estarão sempre connosco, mas a decisão de nos deixarmos ir é sempre nossa, pelo menos em parte.
As perdas que já vivi até hoje ensinaram-me a relativizar o que de mau e desagradável me acontece, acho que atribuo um peso bem menor aos contratempos e atribulações que vivo, e assim consigo seguir em frente mais facilmente, não que sinta menos as coisas, mas sei bem o que é tristeza "a sério" e comparativamente o resto parece-me mais pequeno, sinto mas sei que sobrevivo e sem grandes mossas... Pretendo aproveitar os meus dias ao máximo, não quero perder muito tempo com insignificâncias e "guerrinhas" estúpidas... gosto é de dançar,cantar e estar com as "minhas pessoas", para o bom e para o mal... o resto é paisagem!
A morte, a saudade são reais e inevitáveis, não há como contorná-las, mas a par delas existe vida, existe felicidade, para as quais não podemos cegar, caso contrário morremos por dentro e passamos a andar no vazio sem ambicionar que nada de bom aconteça, sem fazer que nada aconteça... deixamos de ser... e assim não pode ser.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Até já!



Esta semana tenho estado melancólica por diversos motivos, sendo que o maior de todos eles é o facto de a minha irmã, como muitos amigos e conhecidos meus têm feito, emigrou... 
Ainda ela não tinha ido e já a saudade batia à porta. Os 26 anos em que nunca estivemos muito tempo separadas estavam bem presentes naquela despedida à entrada da segurança do aeroporto, no abraço que ficou molhado pelas nossas lágrimas. Sabemos que ela vai em busca de algo melhor, e faz muito bem em fazê-lo, mas o coração estava apertadinho de pensar no tempo e nos quilómetros que passariam a separar-nos. Felizmente que hoje existe a internet que nos permite ficar mais perto de quem está longe e faz com que a saudade se acalme um bocado...
Enfim... é triste ver o nosso país a esvaziar-se de jovens que para terem alguma esperança de uma vida minimamente estável têm de partir para fora...
Só sei que quero o melhor para ela e tenho confiança que ela não vai demorar em encontrar o que procura. Seja como for ela não está só e não deverá passar muito tempo até nos voltarmos a reunir.
Até já mana!

domingo, 17 de fevereiro de 2013


Adoro reuniões espontâneas! Quantas vezes as melhores coisas são aquelas que não são planeadas e são decididas no próprio momento.
O improvável por vezes acontece, e há coincidências (se é que as coincidências existem) muito curiosas.
Há certas coisas que não sei definir se são coincidência ou se são "encontros" previamente marcados... mas seja como for, ainda bem que acontecem! Fazem falta e dão sal à vida
Quando as vontades e disposições se juntam fazem-se coisas muito boas e gravam-se no nosso livro de memórias pedaços fantásticos de felicidade.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O que é a Esperança? Quem espera alcança?



O que é a esperança? É sinónimo de esperar? Será ficar quieta e aguardar com certeza absoluta que o que queremos virá até nós? E não fazemos nada? Para mim não fazer nada é extremamente difícil porque quando quero algo vou atrás.
Não consigo ter um trabalho em que me sinta presa e não faça mais nada a não ser queixar-me... se não gosto esforço-me e procuro algo que vá mais de acordo com o que quero, nem que seja apenas pela mudança. Não gosto de me contentar seja lá com o que for, mas no entanto já tenho idade suficiente para saber que as coisas nem sempre correm como quero e que não posso mandar tudo para o ar porque tenho responsabilidades, por isso planeio e ajo tentando aproximar-me daquilo que quero e ao mesmo tempo tento tirar algum proveito da situação que não me agrada mas que de certeza que me permite fazer algumas coisas de que gosto... e nem sempre é fácil fazer isto, mas se não me esforçar por tentar fazê-lo vou acabar por chegar a um estado que não desejo.
Não posso ver tudo mau e negro, nem faz parte de mim ser assim, felizmente!
Mas por vezes sei que me "estico" naquilo que posso fazer, não posso ter tudo por mais que o queira e tenho de reconhecer que "o corpo é que paga" porque acabo por ficar extremamente cansada ao querer ter tudo e acabo por precisar de um tempo de restabelecimento para não cair em exaustão após dias e dias seguidos a dormir com sorte 4h...
Seja lá como for... começei este post a falar de esperança e esperar... volto a dizer, não gosto de esperar seja lá porque for, sou impaciente, preciso de agir e pelo menos ter a ilusão de que tenho algum controlo sobre as circunstâncias quando há algo que quero mesmo mudar.
Não sei bem se acredito no destino, pelo menos não acredito de forma cega que sou escrava de uma vontade pré-definida muito antes de eu existir.
Faço muitas coisas que se calhar não deveria fazer, tenho um lado dark ao qual dou espaço para existir, até porque gosto dele... acho que estou mais para diabinho que para anjinho, mas também não posso negar quem sou.
Hoje relativizo muito mais a importância de todas as vivências porque nada é eterno, e eu acredito no para sempre enquanto dura e a não perder muito tempo com o que não nos preenche e nos traz infelicidade. Tenho hoje uma grande facilidade em voltar costas a algo que me faça mal e não me traga nada de bom. Com grande facilidade gelo e desconsidero algo que em dada altura teve alguma importância para mim. Se isto é bom? Não sei... penso que seja como tudo e tenha o seu lado bom e mau.
Mas seja como for, o que é mesmo importante para mim isso sim faz-me agir, e o que não é importante mais vale deixar ir com o vento... esperar quieta é que não!
E o que é a felicidade? A felicidade são várias coisas que não são palpáveis, são os momentos que vivemos, as pessoas a quem nos damos... Se sou feliz? Eu considero que sim, não a cada segundo de cada dia, mas sou uma pessoa feliz na grande maioria dos instantes da minha vida, é raro o dia em que não estou bem disposta e mesmo que as coisas não me corram tão bem, consigo sempre dar um sorriso por pequeno que este seja.
Não sei bem se este texto que acabei de escrever está muito coerente mas estes turnos da noite deixam qualquer pessoa meia desorientada, especialmente quando já lá vão uns quantos, e também não me apetece rever o que escrevi...
E parece-me que por agora vou fico por aqui...

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Para aqueles que me enchem de felicidade e orgulho



Há pessoas que nos marcam, e marcam para o bem felizmente. Não são só as marcas dolorosas que se desenham na nossa "pele". Há várias pessoas e situações que estão gravadas em mim e que me irão acompanhar sempre, ajudando-me sempre a enfrentar as situações menos boas que tenho encontrado e que irei continuar a encontrar enquanto durar a minha vida.
Queria só agradecer a todos pela vossa presença, presença essa que transcende largamente a simples presença física.
A felicidade é feita de momentos e com vocês tenho partilhado muitos. ADORO-VOS!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um simples bolo de arroz




Tenho saudades de comer um belo bolo de arroz... Mas um bolo de arroz como deve ser e se encontrava antigamente, não os que existem hoje em dia que parecem uns queques amarelos gordurosos cuja massa é a mesma de sei lá quantos bolos diferentes. Hoje em dia muitas vezes se opta pelo caminho mais fácil... e fácil não quer dizer necessariamente melhor.
Vivemos dependentes dos telemóveis, das redes sociais, dos centros comerciais e de várias formas imediatismo e consumismo, negligenciando muitas vezes a qualidade em prol da quantidade e facilidade.
Fico um bocado apreensiva quando vejo pessoas que me são queridas optarem pelo lado fast food da vida porque é mais fácil e confortável, exigindo um mínimo de esforço e dedicação na procura da felicidade... e reparo que ainda assim, não são felizes, o tal fast food não lhes preenche o vazio já que anseiam por algo com substância mas que nem sempre se dispõem a procurar porque isso implica muito trabalho e é mais fácil reclamar e lamentar-se da vida, atribuindo à sorte ou falta dela, a culpa do que nos acontece. Fazer escolhas e tomar uma atitude nem sempre é fácil, e implica responsabilizarmo-nos por algo e aí a sorte já não pode ser culpada...
Apetece-me algo diferente... algo que não esteja imediatamente ao meu alcance e que não seja fácil de atingir... não quer isto dizer que me apeteçam impossíveis! Nada disso! Quero é algo que me faça agir...
Quero um bolo de arroz como deve ser... e vou fazer por isso!

As coisas em que um simples bolo de arroz me faz pensar...

sábado, 18 de fevereiro de 2012



Às vezes, ser feliz não é uma tarefa nada fácil... pelo menos não parece! Tenho sentido uma insatisfação crescente que vem de dentro há já algum tempo, e como tal, algo vai ter de mudar. Ainda não decidi é o quê, nem quando. Mas algo vai definitivamente vai ter de acontecer porque eu vou fazer acontecer, mas parece que tenho de atingir o ponto de ruptura. Mas há uma pergunta que faz um eco na minha cabeça que é quando o encontrar e finalmente atingir, o que vai acontecer? É que uma vez que o fogo de artifício é disparado já não há retorno!
Existem aqueles pequenos momentos em que me consigo esquecer de tudo e tocar um pouco de tranquilidade ou felicidade, quando danço é um desses momentos... mas são pequenos momentos e não demora muito até que a realidade me volte a alcançar.
Sei que a felicidade não é um fim nem algo absoluto e total, é mais uma colecção de pequenos instantes e momentos que vamos experienciando mas ultimamente esses momentos têm-me sabido a pouco. Parece que há uma rotina que se instalou e isso está a corroer-me por dentro e a impedir-me de ser mais eu e mais feliz, a vontade de fazer o habitual diminui cada vez mais e a ânsia por algo diferente que me dê uma nova paz e emoção cresce a cada dia. Mas também não posso atirar-me de cabeça a algo apenas porque é novo e porque eu estou aborrecida, afinal não sou um animal irracional e as consequências existem no mundo real. A impulsividade é algo de bom dentro de certos termos, mas também uma pessoa não pode ser irresponsável e "suicida", a vida tem de continuar e é melhor cuidarmos com amor daquela que é a única que temos, porque se a estragarmos não teremos outra.
Às vezes apetece-me atirar tudo ao ar e ir para longe, mas eu sei que em última análise isso só seria bom para mim por algum tempo, não muito, porque sei que existem certas coisas de que preciso e me fazem bastante falta e que não iria poder levar comigo e isso deixar-me-ia infeliz.
Acho que talvez a felicidade e a insatisfação se intercalam e se complementam de uma certa forma algo estranha.
Ninguém se devia contentar com o que considera ser pouco, se algo não nos preenche o melhor a fazer é procurar o que realmente nos vai preencher em vez de simplesmente nos acomodarmos a algo que é bonzinho e está ali, até porque dá muito trabalho e não há certezas em arriscar o certo por algo incerto. Pois é, mas eu não me quero ver cheia de arrependimentos acerca do que podia ter feito e não fiz. Houve passos difíceis de dar e outros que não quis dar mas recebi um empurrãozinho e lá avancei... e ainda bem! Hoje sou mais eu, mais feliz de um modo geral, mais desprendida e com mais disposição a querer sempre mais.
Tenho os meus altos e baixos como toda a gente mas isso é parte da condição de se estar vivo.
E não é bom viver e apreciar as coisas boas e sentir a satisfação de levantar e ultrapassar as coisas que nos querem deitar abaixo?

domingo, 19 de dezembro de 2010

O Tempo



O Tempo é algo tão fugidio, irrecuperável e inconstante...
Parece que na maior parte das vezes não chega para tudo aquilo que queremos fazer, por mais que o tentemos esticar e esticar... há sempre algo que fica por dizer ou fazer. Às vezes consegues recuperar, outras vezes não porque o instante era aquele e se perdeu irremediávelmente...
O Tempo não perdoa, ele esquece-se de nós e daquilo que procuramos, embora nós nunca nos possamos esquecer dele salvo em raros momentos na vida em que parece que tudo à nossa volta pára, mas sobre esses momentos não me apetece agora falar.
O Tempo não está nas nossas mãos, somos nós que estamos nas suas mãos, o que não quer dizer que sejamos seus escravos, isto quer apenas dizer que somos livres de agir dentro de alguns limites.
A minha noção pessoal de tempo é hoje diferente daquilo que já foi em tempos, quando era miúda parecia que os dias eram enormes, os verões e as férias eram gigantes e eu adorava. Hoje em dia tudo passa muito mais depressa, o mundo corre, toda a gente corre, ninguém tem muito tempo porque há sempre milhentas coisas a fazer na loucura do dia-a-dia, há sempre preocupações e algo que não corre como esperamos... e por vezes no meio de toda esta loucura podemos esquecer-nos de ter tempo para nós mesmos, para respirar e apreciar os prazeres da vida, as coisas que verdadeiramente nos são caras e nos fazem felizes.
As oportunidades perdidas não voltam, haverão outras, mas as que não aproveitamos, essas não voltam mesmo. Todos nós perdemos uma ou outra, ou mesmo muitas oportunidades, é normal que assim seja, todos temos de lidar com frustrações, e o que importa é que possamos aprender algo com elas e que essas aprendizagens nos tornem mais conscientes da importância da felicidade e mais capazes de aproveitar os momentos de felicidade com que nos deparamos no presente e que nos façam ter a certeza de que tudo muda, tudo evolui e há muita felicidade para ser vivida, é só abrir os olhos e ter vontade.
Ser feliz é preciso, e muito!

domingo, 13 de junho de 2010

Espiral destrutiva



Ao conversar com alguém, não há muito tempo, dei por mim a pensar que por vezes não importa o que uma coisa nos magoa, porque deixá-la dói muito mais... eu sei bem que isso é verdade e compreendo perfeitamente como é que nos podemos deixar arrastar por essa espiral de dor porque eu mesma já lá caí, e por isso mesmo sei o quão difícil é estar no centro da espiral, querer sair e não conseguir, sentir que nos estamos a diluir e a desaparecer lentamente enquanto queremos porque não nos conseguimos afastar e não queremos porque sabemos que nos estamos a trair a nós próprios e que somos nós que continuamos a enterrar a lâmina cada vez mais fundo no nosso peito... e se custa a respirar...
Às vezes entramos por caminhos escuros que não queremos e não sabemos bem como sair de lá, mas apesar da nossa incapacidade de ver mais além, a saída está lá, ainda que ao longe, ainda que pequena, ela está lá mesmo que não a consigamos vislumbrar... custa que tenhamos de cair, percorrer o inferno onde até as lágrimas secam porque nós secamos por dentro de tão dilacerados que ficamos mas essa caminhada eventualmente acaba e finalmente a sensação de alívio e bem-estar volta a fazer parte de nós, e o mais importante é que voltamos a ser nós mesmos, a estar em contacto com a nossa essência e angústia e o sentimento de aniquilação do ego desaparece, é o renascer das cinzas, tal e qual como uma fénix... e de novo na luz olhamos para nós e contemplamos as cicatrizes que nos marcam e recordam da nossa caminhada e de novo podemos olhar com vontade e garra para a imensidão de possibilidades que se estende ante os nossos pés... e é nesse momento somos tudo e queremos tudo e não há amarras que nos prendam, não mais somos um navio naufragado, somos sim o mar imenso e rico em vida...
E porque se não há bem que sempre dure, também não há mal que não tenha fim... e a felicidade é feita de momentos e para lhe darmos valor temos de conhecer a dor, uma não existe sem a outra... é como o bem e o mal, o bem só é bem se existir o mal, caso contrário como saberíamos o que é o bem? como poderíamos diferenciar estar bem de estar mal? Seria tudo igual, a vida seria monótona porque iria correr toda no mesmo registo, não haveriam momentos bons nem momentos maus, apenas momentos todos eles com o mesmo significado, percebidos sempre da mesma maneira...
Não há ninguém que possa dizer que nunca sofreu ou que nunca foi feliz, pois todos fomos pelo menos um pouco de ambas as coisas, e não sou masoquista nem nada que se pareça, mas a verdade é que são o sofrimento e as dificuldades que nos fazem dar mais valor à felicidade e é a recordar os momentos de felicidade passados que nos faz querer ir mais além, não nos contentarmos com pouco...
Eu, quero tudo, migalhas não me convencem e nunca ficarei na sombra porque eu sou o sol e não aceito menos que isso... e sei-o por todos os maus momentos e sofrimentos pelos quais já passei, e mais ainda, por todos os momentos de felicidade completa e total que já vivi e que foram muitos, mesmo muitos.