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sábado, 28 de maio de 2016




Como evitar que o frustrar dos nossos sonhos e aspirações não nos transforme ou destrua? A realidade nem sempre é benévola para com o que desejamos... coincidências, má sorte, expectativas irrealistas e desajustadas, desconhecimento, cegueira, inexperiência, pessimismo, optimismo cego... A capacidade de adaptação é uma grande vantagem mas nem sempre é fácil de adquirir... É preciso mudar comportamentos, pensamentos, desenvolver novas estratégias mas como sabemos que o melhor é matar ou enterrar determinada ideia? 
Nem sempre temos de matar ou abandonar um sonho para seguir em frente... mas se a frustração de não atingir determinado sonho nos causa uma dor insuportável talvez seja melhor, para bem da nossa sanidade mental (e por vezes integridade física) reformar esse sonho de vez, ou deixar para uma outra altura. A nossa atitude dita muita coisa, mas sejamos realistas nem tudo está ao nosso alcance, ninguém consegue controlar tudo em momento algum.
Há tantos desejos e ideias que me passam pela cabeça, mas nem todas quero pôr em prática, algumas quero muito, outras assim assim, e outras rapidamente são postas de lado... como decidir se são irrealistas ou apenas trabalhosas mas exequíveis? O que são boas e más ideias... hoje... e amanhã?
A insatisfação impele-nos a querer mudar... é o que nos dá o muito necessário "pontapé no traseiro"... eu quero mais. Não gosto de me sentir travada e sem possibilidade de aprender, de crescer... quero fazer mais... não me apetece contentar e conformar com aquilo que os outros esperam. E também... porque deveria? Eu sou eu e não sou a francisca... Se a ana francisca é feliz com o seu marido de bigode e barba e a cozinhar para a família toda e a ir às compras com o seu carro de 5 portas familiar, isso é fantástico! Todos ficamos felizes que a ana francisca seja muito feliz, mas agora a francisca que não me venha dar lições de vida e dizer que para mim a vida ainda não começou porque não penso em casar me nem em trocar de carro... Por favor ana francisca, vai tomar conta da tua vida que da minha vida tomo eu conta! Das minhas alegrias, insatisfações e decisões sei eu. EU e mais ninguém. 
Opiniões todos temos e todos temos direito a tê-las, no entanto, não temos de impingi-las aos outros. Dizem que a vida nos dá limões, pois seja! A tua vida é boa (ou não) para ti! Os outros têm as suas vidas o que não quer necessáriamente dizer que são melhores ou piores, são diferentes! Ponto! Por isso mesmo é que uns fazem limonada, outros caipiroska, outros bolos de limão, outros simplesmente chupam o limão, ou ainda, atiram com ele à cabeça de alguém. É preciso é fartura de limões! Eu? Depende dos dias...
Bem... acho que já divaguei que chegue por agora, vou ficar por aqui antes que começe a escrever sobre sabe-se lá o quê mais... 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Do A ao B?





É no mínimo engraçado a forma como a vida decorre... Os acontecimentos sucedem-se uns aos outros, e muitas vezes mal temos tempo de respirar e apreender verdadeiramente o que se está a passar... tudo muda tão depressa e tão lentamente ao mesmo tempo.
A simplicidade de outrora perdeu-se no passar dos anos e as complicações e implicações cresceram exponencialmente. Já quis tanta coisa que hoje já pouco ou nada me diz. Tantos planos e sonhos que foram ficando pelo caminho. Há tantas coisas que pensamos que queremos e achamos ser o melhor para nós mesmos e com o tempo acabamos por pensar de forma oposta e abandonar as antigas crenças e desejos... e ainda bem que mudamos, isso só demonstra que existe evolução. Mas... e se fosse tão fácil e linear (como tão ingenuamente acreditávamos) ir do ponto A ao ponto B? Será que as escolhas que faríamos seriam as mesmas? Certamente que não, se não existem dificuldades e desafios não há aprendizagem, e lá vem a acomodação, o "confortávelzinho"...
Linhas rectas raramente existem... mas será que existe alguma forma de saber a distância, a verdadeira distância entre A e B? Será que se pode de alguma forma encurtar essa distância? É que às vezes tantas curvas aborrece... e eu tenho alguma tendência para enjoar quando são muitas curvas consecutivas... true story... mas, quando sabemos que já chega? Por vezes é difícil saber, mas normalmente, simplesmente sabemos e lá vamos. É que por várias vezes já saltei do A directamente para o C ou mesmo para as muitas outras letras do alfabeto... afinal, com quantas mais letras se conheçam, tantas mais palavras podemos formar, e o que são as letras senão representações gráficas de sons que em harmonia nos permitem exprimir e comunicar? É preciso fazer música, ouvi-la e dançar, e dançar muito! 
A vida é uma teia de enredos, não há caminhos directos, há alguns becos sem saída e muitos caminhos que se entrelaçam numa tapeçaria infindável. 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Intolerâncias crescentes

Porque insistimos em coisas, pessoas, situações que não nos fazem bem?
Que raio de vício este de querer repetir algo que comprovadamente sabemos que além de não nos fazer bem, acima de tudo nos faz mal...

Aqui estou eu neste momento, acordada a pensar nestas coisas, e porquê? Porque mais uma vez caí na asneira de fazer algo que apenas me dá um prazer momentâneo mas cujas consequências menos boas se fazem sentir pouco tempo depois e ainda perduram por algum tempo... Enfim...
Ao longo da vida vamos nos deparando com algumas situações que depois se revelam tóxicas para nós. E o mistério está no que é que afinal nos leva a insistir no que acabamos mais cedo ou mais tarde por descobrir nos faz mal, nos envenena. Será pela lembrança de um tempo em que não nos fazia mal? Há coisas e situações que têm um efeito cumulativo, ou seja, quanto mais nos expomos a elas, mais mal nos fazem. Mas de certa forma, conseguimos delas retirar algum prazer momentâneo, e deve ser esse, junto com a lembrança de outros momentos de satisfação que nos fazem esquecer daquilo que realmente é melhor para nós, e vá de repetir o veneno, e as nossas intolerâncias assim vão crescendo porque nós de certa forma as alimentamos, até porque ninguém nasce intolerante, mas era bom aprender aprender de uma vez por todas a ficar longe do que faz mal.
Quem diria que a minha intolerância à lactose e o meu amor por sobremesas e afins hoje serviria de inspiração para este pequeno post...

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Coincidência... ou não...


As coincidências existem ou não?
Como saber se estamos a viver a vida que devíamos viver ou se estamos apenas a viver aquela que nos aconteceu?
Há encontros fortuitos que acontecem e nos mudam a vida, mudam as nossas escolhas e desejos. E se naquele dia eu não tivesse ido embora naquele momento? E se tivesse demorado mais tempo a almoçar? E se ficasse por casa? Ou se fosse correr? Ses e mais ses... O que aconteceria com escolhas conscientes e inconscientes diferentes das que foram feitas? Onde estaria eu neste momento se mudasse um pequeno momento da minha vida? Aquele tal momento... estaria mais feliz, mais infeliz... não sei, nem tenho como saber. Apenas posso imaginar diferentes e intermináveis cenários para as minhas perguntas.
Viver no passado não vale muito a pena, mas de vez em quando interrogo-me acerca de algumas escolhas e decisões que tomei. Não posso dizer sinceramente que tenho grandes arrependimentos, porque não os tenho, tenho sim uma certa curiosidade em saber o que poderia ser diferente no dia de hoje caso eu tivesse escolhido um caminho diferente.
Mas ninguém pode viver dos "se's"... e não há tempo como o presente. 
Com ou sem coincidências... Eu sou feliz agora, neste momento, o passado é secundário e o futuro... logo se vê! 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Aquele vaziozinho da saudade




Que se faz quando sentimos que parte de nós está longe? Como lidar com a ausência e com aquele vazio que fica? Por vezes um dia parece uma semana...
Se é verdade que o tempo nos marca, mais verdade é que as pessoas nos marcam... moldam-nos, tiram-nos pedaços, refinam-nos... tudo aquilo que vivemos ao longo da nossa vida nos vai mudando, tal como um diamante a ser lapidado.
As pessoas passam pela nossa vida e deixam diferentes marcas, e algumas nem uma leve marca deixam, mas existem sempre aquelas que nos marcam fundo e mudam a nossa existência e não importa o tempo que estão presentes. Não são os anos, são sim as vivências que nos tatuam a alma. 
Nós não somos apenas matéria, existe algo de transcendente e único em cada um de nós, e ao longo do tempo vamos tendo encontros com outros que combinam mais ou menos com quem somos e com quem podemos vir a ser.
O sentimento de perda é complicado de se lidar, mas em última análise é melhor ter tido ou conhecido, ainda que por pouco tempo, do que nunca ter tido ou conhecido... o que importa não é a posse, é a intensidade da vivência, é podermos sentir e assim evoluir para nos tornarmos alguém melhor. Eu sou o resultado de um emaranhado de vitórias, erros, bons e maus momentos, escolhas certíssimas e escolhas erradas, pode haver uma ou outra coisa que apagava mas no geral acho que não mudava assim muita coisa.
Há pessoas de quem não sinto a mínima falta, nem me lembro da sua existência, e há pessoas que me fazem falta todos os dias... muita falta. Mas se sinto a sua falta é porque estiveram presentes ao meu lado a dada altura e carregam com elas uma parte de mim.
Preciso dizer que sinto a falta de me fazeres rir...

domingo, 12 de janeiro de 2014


Qualquer um de nós já fez ou disse algo de que depois se arrependeu... até dizem por aí que errar é humano. Às vezes fazemos cada coisa que em qualquer outra ocasião nos pareceria estúpido ou impossível, mas naquele momento se apresenta como a melhor ideia possível. É claro que me arrependo de coisas que fiz, mas acho que me arrependo mais das coisas que não fiz, seja por indecisão, seja por receio do que depois adviria dali.
Ambas as opções me incomodam mas quando não faço algo que poderia ter feito, isso deixa-me um amargo de boca, uma sensação estranha por não saber o que poderia ter acontecido e quais as implicações que tal teria na minha vida actualmente. Por outro lado, também não é bom arrepender-me de algo que fiz e ficar a pensar em como fui estúpida ao ponto de cair naquela asneira, mas nesta situação procuro pelo menos aprender algo para não voltar a cair no mesmo.
Actos impulsivos todos temos, e ainda bem.

domingo, 17 de novembro de 2013

Será para a esquerda... ou para a outra esquerda?





Há certos momentos em que nos sentimos como que paralisados, sem saber para que lado caminhar... Como é possível saber se se vai escolher bem, algo que valha a pena? Não me apetece pisar duas vezes o mesmo chão... e estou farta de armadilhas ocultas.
Vou andando com passos leves, até porque nem tenho outra alternativa. Ficar parada não me serve, não vou estagnar, isso é que não pode ser mesmo... o tempo dirá se me encaminho na direcção mais, ou menos certa.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013




É uma pena que não se possa voltar atrás e mudar o que já aconteceu. Seria tão bom poder apagar, corrigir e melhorar o que já lá vai... Os arrependimentos desapareceriam todos! Mas andar para trás também não será com toda a certeza a melhor das opções. E as escolhas, decisões/indecisões difíceis vão continuar a existir sempre. Para termos o bom temos de ter também o mau, os dois são indissociáveis. 
Olhar para trás é às vezes preciso e é importante para que possamos seguir em frente, as nossas memórias são importantes... dão-nos alento e conforto para continuar, boas ou más, são experiências de aprendizagem, não podemos é deixá-las se transformarem em âncoras que nos prendem e até podem arrastar para o fundo do abismo que todos temos em nós. 
Eu só quero tudo, tudo de bom... quero o euromilhões! Paciência e distância das cabras e parvalhões... dias de sol e pé na areia... tempo, muito tempo para quem interessa e faz falta. Quero encontros e não desencontros e descompassos... Quero um paraíso tropical e não um deserto. Quero desconhecer a saudade e as ausências. 
Mas porque é que eu quero o impossível?! 

quarta-feira, 24 de julho de 2013



Será que as pessoas mudam verdadeiramente? Será que podemos voltar a percorrer velhos caminhos mas de forma diferente? Ou substancialmente diferente na tentativa de atingir um destino diferente... sinceramente não sei...
Uma das definições de loucura é fazer exactamente o mesmo esperando obter um resultado diferente... É possível mudar mesmo? Seremos loucos por tentar algo assim? E se não tentarmos estamos a condenar algo que poderia ter alguma hipótese, ainda que ínfima, de sucesso ao fracasso certo?
As nossas decisões fazem-nos e nós fazemos as nossas próprias decisões... Como decidir bem então? Como saber o que escolher, se vamos para a esquerda, direita, frente ou para trás... Andamos às voltas? Paramos?
Se há caminhos que nunca deveriam ser percorridos, parece-me plausível que também hajam caminhos que têm de ser repetidos... e será que tal vale a pena? O que de bom vai trazer uma mera repetição? Será possível pôr uma paisagem nova num caminho antigo e abandonado? Uma simples repetição não poderá levar a nada de bom, se não tal já teria acontecido à primeira e não haveria repetição, apenas continuidade... algo tem sempre de mudar.. mas será que muda?
Como sabemos até que ponto temos de mudar, o que é preciso alterar e como? Errar é humano, isso já todos sabemos apesar de nem sempre nos lembrarmos disso em dados momentos. É por tentativa e erro que se aprende... mas e quando nos iludimos e pensamos que nós ou algo ou alguém mudou e na verdade depois vamos ver e está tudo igual?
Sim, porque se nos desiludimos, foi porque em algum ponto nos iludimos, vimos algo que não existia sem ser na nossa cabeça. As desilusões acontecem por nossa causa e não pelos outros, afinal fomos nós que pusemos as lentes cor-de-rosa (ou de outra cor qualquer) e vimos aquilo que parecia em vez daquilo que realmente é, talvez só víssemos o que desejávamos ver.
Onde fica o limite? O limite que cada um de nós estabelece para que determinada situação avance ou perdure no tempo... teremos necessidade de continuamente testar os nossos limites em todos os aspectos da nossa vida? Felizmente esses limites até costumam ser dinâmicos e não estáticos... Mas e se esse limite é ultrapassado? Como e quando sabemos? E que consequências daí advêm? 
Realmente o equilíbrio é algo difícil de se encontrar... e ao que parece impossível de manter durante muito tempo, o que não é necessariamente mau, porque nos força a sair de situações menos boas e a procurar algo melhor e mais de acordo com quem somos e com o que queremos.
Muda-se ou não se muda? Repete-se ou ignora-se? Aceita-se como é ou inventa-se algo que não é (ainda que tal não seja feito de forma consciente)? Decidimos ou já está decidido?
Pffffff! Sei lá! VIVE-SE! Não vale a pena fazer muitos planos, é bom tem um rumo, um objectivo mas é imperativo ser flexível e ter vontade de fazer acontecer e transformar.
Vamos ver o que acontece... afinal o amanhã está mesmo aí...

domingo, 11 de novembro de 2012

Eterna insatisfação

 

A eterna insatisfeita... é assim que me vejo. Parece que nada me chega, nada é suficiente. Eu quero sempre mais ou algo diferente daquilo que tenho. Passado algum tempo tudo me começa a cansar ou aborrecer... será que é porque ainda não encontrei o nicho onde pertenço ou encaixo? Ou sou mesmo insatisfeita de natureza?
Considero-me alguém com alguns hábitos mas que tenho uma certa aversão às rotinas.
Parece que assim que alcanço algo que quero (e é claro que fico satisfeita ao fazê-lo), passado um tempo, e às vezes nem sequer é muito tempo, é mesmo muito pouco tempo, aborreço-me e a insatisfação vai crescendo em mim.
E quando me decido a deixar algo para trás definitivamente, faço-o num ápice e nem olho para trás duas vezes nessa drecção, é preciso é que me decida! Agora, nem sempre tomo essa decisão rapidamente, mas quando o faço costuma ser de forma radical.
Adoptei já há bastante tempo uma espécie de lema ou regra que é: o lugar do passado é no passado! (Só espero não ter um dia de "engolir" estas minhas palavras!)
Reconheço que sou teimosa e orgulhosa e que isso me leva a cometer vários erros, mas também me impede de cometer outros tantos. Sou subtil e estratega, mas também muito directa e intensa porque sou fluida e adaptável como o desejo que vem de dentro... já me chamaram iceberg e já me disseram que sou puro mel... consigo ser e sou as duas coisas, esta dualidade faz parte de mim e eu só a mim devo explicações. Não procuro e evito ofender e magoar os outros, mas também a eles não me submeto. O respeito é algo muito importante e que tem de ser mútuo.
O que eu preciso e quero hoje pode muito bem não ser o que preciso e quero amanhã, até porque no mesmo dia o que desejo e me motiva também pode variar.
De modo geral, penso bastante nas situações, mas tenho alturas em que sou muito impulsiva e que me deixo levar facilmente pelo sentimento do momento, e coisas feitas a quente nem sempre são as melhores e mais de acordo com aquilo que queremos... enfim, também dizem que é a errar que mais se aprende, e eu nem tão cedo vou parar de aprender, isso é certo!

domingo, 16 de setembro de 2012

Escolheee!




Esta imagem não é nova aqui pelo blog... mas apeteceu-me repeti-la!
Acho que no meio de tantas escolhas, tenho feito a correcta... escolho-me a mim!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

THE DILEMMA



To eat or not to eat...

There are sometimes in life that you want so so bad that special something, even when you know it won't be good to you... and you just do it! You eat the donut!

So now, enjoy your donut and prepare to do the required "workout" to compensate it... or not!

Good donuts everyone! ;)


terça-feira, 12 de junho de 2012

Desabafo

Olho em volta e parece que todos andam à procura do tal amor perfeito e incondicional, e isso vê-se em conversas de café, nas redes sociais, no trabalho... em todo o lado... todos falam, e no entanto parece-me que poucos são os que estão realmente dispostos a esforçar-se e a aceitar o próximo. Parece que só vejo pessoas a queixarem-se e a refilarem que nada lhes corre bem, que são injustiçadas e maltratadas e abusadas. Mas será que essas mesmas pessoas estão dispostas a aceitar o outro tal como é? Sim, porque se nós temos defeitos, também os outros os têm e criticar é muito mais fácil do que tentar compreender e colocarmo-nos no lugar do outro, porque é muito melhor ser o dono da razão e das certezas e poder usar isso para acusar e fazer o outro se sentir mal, porque assim ganhamos, não é? Não sei bem qual é o prémio, mas enfim... cada um sabe de si.
Depois temos as outras pessoas que se rebaixam a tudo, aceitam tudo por mais que lhes custe por medo de perder alguém e ficar só, ainda que "lhes saia mais caro" permanecer onde estão infelizes e anulando-se a si mesmas enquanto pessoas, porque acreditam que mais ninguém lhes dará atenção e as poderá amar e porque ficar só é muito mau e já não têm idade para isso e a sociedade faz certas exigências. Isso é ser feliz? Contentarmo-nos é encontrar a felicidade? Para mim, acho que ter de deixar de ser a pessoa que sou porque alguém não gosta de parte de mim, não é viável. Se alguém gosta de mim, tem de gostar de mim por tudo aquilo que sou, tem de aceitar as minhas falhas junto com as minhas qualidades, tal como eu procuro fazer o mesmo aceitando o pacote completo. Há que fazer um esforço de adaptação um ao outro, sendo que, a atitude de aceitar tudo, inclusive humilhações, faltas de respeito e desconsiderações também não é saudável e devemos fugir dela para o mais longe possível. Cada um de nós tem o seu próprio valor, e precisar de rebaixar outros para se sentir bem consigo mesmo, é lamentável e doentio.
E ainda existem aquelas pessoas que não sabem o que querem, e parece que ficam "em cima do muro" à espera que alguém tome decisões por elas, ou porque têm medo, ou porque não querem dar o braço a torcer e não assumem o que sentem, nem o que querem. E quem não luta pelo que quer também não deve ser muito feliz porque fica apenas a ser um espectador da própria vida, porque não fala nem se chega à frente para obter o resultado que espera... limita-se a ficar estático, e depois se calhar ainda é capaz de reclamar que a vida é uma merda e nada lhe sai bem. Parece que para essas pessoas a vida é "morna" pois não fazem nada com grande entusiasmo, não põem muito de si no que fazem com medo que a bomba lhes expluda na cara, e secretamente invejam outros que (pelo menos) aparentam estar felizes. Acordem para a vida e mexam-se!
Seja como for, parece-me que hoje em dia, muitas vezes as pessoas se respeitam e respeitam as outras cada vez menos. Cada vez há menos tolerância e compreensão, e mais vontade de reclamar, sem verdadeiramente falar e dizer o que se quer e precisa, a quem deve ser dito.
Estou fartinha de conversas vazias de conteúdo e também de tentar falar para as baleias, que parecem ser seres inteligentes mas até hoje não há quem as compreenda.
Enfim... com ou sem razão, apeteceu-me fazer este pequeno desabafo.

sábado, 5 de maio de 2012

Tomar decisões... nem sempre é fácil... poder escolher é uma benção que por vezes nos pode parecer um fardo esmagador. Daí que por vezes até possamos ficar contentes quando alguém escolhe por nós, uma vez que podemos "sacudir" a culpa ou responsabilidade dos nossos ombros e atribuí-la a outrém caso as coisas não nos corram bem. Nesse aspecto é cómodo... mas... não sei se gosto muito disso, confesso que não gosto de ser "mandada", gosto de ser eu a decidir as coisas. O problema é que algumas vezes mudo de opinião várias vezes, e quero coisas opostas. Quantas vezes já não entrei em conflito comigo mesma?
Ai a ansiedade... a ansiedade consome-me como um fogo que vai queimando devagar mas constante, inapagável e persistente... bem... dê por onde der, mais cedo ou mais tarde, embora pareça que não, o fogo vai apagar-se, nem que seja por ter consumido todo o oxigénio disponível. E mais, ou menos, chamuscada, eu perduro, como sempre.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Escolhas e renúncias


Que fazer quando estamos em conflito com nós mesmos, com aquilo que queremos ou pensamos querer?Todos temos de fazer escolhas, muitas escolhas ao longo da nossa vida. Umas escolhas são mais fáceis, outras mais difíceis... escolher significa renunciar a algo e renunciar a algo nem sempre é fácil, nem mesmo quando sabemos que o que temos de renunciar nos faz mal, e especialmente quando devemos renunciar a algo que já nos fez bem ou muito bem, mas que o deixou de o fazer... é complicado admitir que algo de bom se tornou tão complicado que nos rouba o sorriso que outrora nos pôs no rosto porque os momentos de felicidade são cada vez mais difíceis de encontrar e o futuro nos parece mais triste que o passado.
Cada escolha que fazemos traz com ela ganhos e perdas dos quais só teremos uma verdadeira noção quando os vivenciarmos. Podemos imaginar, mas saber saber, isso só agindo. E pior que lidar com as consequências dos nossos actos é lidar com a nossa inércia, com o medo de mudar.
É preciso respirar fundo e encontrar dentro de nós a coragem e a determinação para dar o primeiro passo e os seguintes para deixar para trás as dificuldades e seguir rumo ao nosso pedaço de sol e à nossa felicidade, sim porque ela está lá algures à nossa espera... e não ficando parados ou a andar em círculos que vamos encontrar o que sentimos falta e procuramos.
Estou a ver que estou muito repetitiva ultimamente... tenho de mudar de tema... já chega desta mesmice que tem ocupado os meus pensamentos. Preciso encontrar algo para me distrair e relaxar... preciso de... não sei...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Destino vs Livre-arbítrio



Destino ou livre-arbítrio? Será que tenho de escolher um dos dois? Será que um anula o outro?
À partida estes parecem ser dois conceitos opostos e que se excluem um ao outro, no entanto para mim ambos são válidos e coexistem perfeitamente. Acredito que há coisas, pessoas e acontecimentos que nos estão destinados, mas também acredito que somos nós que escolhemos o modo como abordamos e vivemos esses momentos da nossa vida...
Se numa tarde ao andar pela rua encontro uma rosa no chão, eu posso escolher passar ao lado e deixar que seja espezinhada por um mar de pessoas ou baixar-me e apanhá-la e levá-la comigo, pô-la numa jarra com água e contemplá-la e sentir o seu perfume e deixar que um sorriso se desenhe nos meus lábios apenas porque estou a apreciar um momento daqueles prazeres simples que povoam as nossas vidas e aos quais nem sempre damos o devido valor.
Porque a vida não "nos acontece" simplesmente, nós temos em nós mesmos o poder de decidir, de agir ou não agir, porque somos seres pensantes e actuantes, nós influenciamos o meio em que vivemos, estamos constantemente a alterar a nossa realidade e a realidade dos que nos rodeiam. Mesmo a mais pequena acção que possamos fazer pode ter um efeito enorme na vida de outra pessoa quando nós até podemos nem nos aperceber ou acreditar que tal seja possível.
Então pode dizer-se que o destino são as cartas que nos calham e que o nosso livre-arbítrio é aquilo que nos permite jogá-las da melhor forma possível de que nos lembramos.