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domingo, 12 de janeiro de 2014


Qualquer um de nós já fez ou disse algo de que depois se arrependeu... até dizem por aí que errar é humano. Às vezes fazemos cada coisa que em qualquer outra ocasião nos pareceria estúpido ou impossível, mas naquele momento se apresenta como a melhor ideia possível. É claro que me arrependo de coisas que fiz, mas acho que me arrependo mais das coisas que não fiz, seja por indecisão, seja por receio do que depois adviria dali.
Ambas as opções me incomodam mas quando não faço algo que poderia ter feito, isso deixa-me um amargo de boca, uma sensação estranha por não saber o que poderia ter acontecido e quais as implicações que tal teria na minha vida actualmente. Por outro lado, também não é bom arrepender-me de algo que fiz e ficar a pensar em como fui estúpida ao ponto de cair naquela asneira, mas nesta situação procuro pelo menos aprender algo para não voltar a cair no mesmo.
Actos impulsivos todos temos, e ainda bem.

quarta-feira, 24 de julho de 2013



Será que as pessoas mudam verdadeiramente? Será que podemos voltar a percorrer velhos caminhos mas de forma diferente? Ou substancialmente diferente na tentativa de atingir um destino diferente... sinceramente não sei...
Uma das definições de loucura é fazer exactamente o mesmo esperando obter um resultado diferente... É possível mudar mesmo? Seremos loucos por tentar algo assim? E se não tentarmos estamos a condenar algo que poderia ter alguma hipótese, ainda que ínfima, de sucesso ao fracasso certo?
As nossas decisões fazem-nos e nós fazemos as nossas próprias decisões... Como decidir bem então? Como saber o que escolher, se vamos para a esquerda, direita, frente ou para trás... Andamos às voltas? Paramos?
Se há caminhos que nunca deveriam ser percorridos, parece-me plausível que também hajam caminhos que têm de ser repetidos... e será que tal vale a pena? O que de bom vai trazer uma mera repetição? Será possível pôr uma paisagem nova num caminho antigo e abandonado? Uma simples repetição não poderá levar a nada de bom, se não tal já teria acontecido à primeira e não haveria repetição, apenas continuidade... algo tem sempre de mudar.. mas será que muda?
Como sabemos até que ponto temos de mudar, o que é preciso alterar e como? Errar é humano, isso já todos sabemos apesar de nem sempre nos lembrarmos disso em dados momentos. É por tentativa e erro que se aprende... mas e quando nos iludimos e pensamos que nós ou algo ou alguém mudou e na verdade depois vamos ver e está tudo igual?
Sim, porque se nos desiludimos, foi porque em algum ponto nos iludimos, vimos algo que não existia sem ser na nossa cabeça. As desilusões acontecem por nossa causa e não pelos outros, afinal fomos nós que pusemos as lentes cor-de-rosa (ou de outra cor qualquer) e vimos aquilo que parecia em vez daquilo que realmente é, talvez só víssemos o que desejávamos ver.
Onde fica o limite? O limite que cada um de nós estabelece para que determinada situação avance ou perdure no tempo... teremos necessidade de continuamente testar os nossos limites em todos os aspectos da nossa vida? Felizmente esses limites até costumam ser dinâmicos e não estáticos... Mas e se esse limite é ultrapassado? Como e quando sabemos? E que consequências daí advêm? 
Realmente o equilíbrio é algo difícil de se encontrar... e ao que parece impossível de manter durante muito tempo, o que não é necessariamente mau, porque nos força a sair de situações menos boas e a procurar algo melhor e mais de acordo com quem somos e com o que queremos.
Muda-se ou não se muda? Repete-se ou ignora-se? Aceita-se como é ou inventa-se algo que não é (ainda que tal não seja feito de forma consciente)? Decidimos ou já está decidido?
Pffffff! Sei lá! VIVE-SE! Não vale a pena fazer muitos planos, é bom tem um rumo, um objectivo mas é imperativo ser flexível e ter vontade de fazer acontecer e transformar.
Vamos ver o que acontece... afinal o amanhã está mesmo aí...

domingo, 11 de novembro de 2012

Eterna insatisfação

 

A eterna insatisfeita... é assim que me vejo. Parece que nada me chega, nada é suficiente. Eu quero sempre mais ou algo diferente daquilo que tenho. Passado algum tempo tudo me começa a cansar ou aborrecer... será que é porque ainda não encontrei o nicho onde pertenço ou encaixo? Ou sou mesmo insatisfeita de natureza?
Considero-me alguém com alguns hábitos mas que tenho uma certa aversão às rotinas.
Parece que assim que alcanço algo que quero (e é claro que fico satisfeita ao fazê-lo), passado um tempo, e às vezes nem sequer é muito tempo, é mesmo muito pouco tempo, aborreço-me e a insatisfação vai crescendo em mim.
E quando me decido a deixar algo para trás definitivamente, faço-o num ápice e nem olho para trás duas vezes nessa drecção, é preciso é que me decida! Agora, nem sempre tomo essa decisão rapidamente, mas quando o faço costuma ser de forma radical.
Adoptei já há bastante tempo uma espécie de lema ou regra que é: o lugar do passado é no passado! (Só espero não ter um dia de "engolir" estas minhas palavras!)
Reconheço que sou teimosa e orgulhosa e que isso me leva a cometer vários erros, mas também me impede de cometer outros tantos. Sou subtil e estratega, mas também muito directa e intensa porque sou fluida e adaptável como o desejo que vem de dentro... já me chamaram iceberg e já me disseram que sou puro mel... consigo ser e sou as duas coisas, esta dualidade faz parte de mim e eu só a mim devo explicações. Não procuro e evito ofender e magoar os outros, mas também a eles não me submeto. O respeito é algo muito importante e que tem de ser mútuo.
O que eu preciso e quero hoje pode muito bem não ser o que preciso e quero amanhã, até porque no mesmo dia o que desejo e me motiva também pode variar.
De modo geral, penso bastante nas situações, mas tenho alturas em que sou muito impulsiva e que me deixo levar facilmente pelo sentimento do momento, e coisas feitas a quente nem sempre são as melhores e mais de acordo com aquilo que queremos... enfim, também dizem que é a errar que mais se aprende, e eu nem tão cedo vou parar de aprender, isso é certo!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cães e Gatos



Estive há pouco tempo a falar com uma amiga minha sobre variadíssimos assuntos... tínhamos muita conversa para pôr em dia... e entre esses assuntos, o mais discutido foram os nossos planos de viagem que queremos pôr em prática em breve e, como não podia deixar de ser, falámos também sobre as relações e as ralações, complicações e afins.
Lembrei-me de uma coisa que li e que me fez rir, foi algo dito pelo Eddie Murphy: "os homens são como os cães, se deixados à solta correm, ladram, partem tudo, fazem imenso barulho, o dono põe-no de castigo, o diabo a quatro. As mulheres são como os gatos, fazem pela calada, saem de noite, ninguém sabe onde é que andam, e quando voltam fazem miau e não se fala mais nisso." Achei imensa piada a este "pensamento", embora não o considere uma verdade inquestionável. Acho que há pessoas para tudo, capaz de ter as mais variadíssimas e díspares atitudes e isso não se prende com o facto simplista de serem apenas mulher ou homem. Cada um de nós é capaz de ser "cão ou gato" conforme as situações, ou momentos.
A verdade é que nós somos condicionados sim, em grande parte, nos nossos actos pela forma como fomos educados pela sociedade, porque ninguém nasce mulher ou homem, isto ultrapassando a simples constactação dos nossos atributos fisiológicos / biológicos, a pessoa em que nos tornamos é o resultado de todas as nossas experiências / interacções com o mundo que nos rodeia. Nós somos ao mesmo tempo, agentes e produto das nossas acções e isto acontece desde a nossa primeira inspiração e consequente choro. É a sociedade que atribui um significado ao que significa ser mulher ou ser homem, aos comportamentos, gostos, manias e etcs, não somos nós que nascemos a saber todos estes factos.
Com ou sem intenção, pela acção ou ausência desta, nós fazemos e resultamos em mudança.
As frases feitas até podem ser engraçadas e ser baseadas nalgum fundo de verdade, mas não devem ser encaradas como factos absolutos, as pessoas não são estáticas, embora exista um fio de constância em cada um de nós a que podemos chamar personalidade e que permite prever pelo menos em certa medida algumas das nossas acções e reacções. Os comportamentos são passíveis de ser previstos, pelo menos em parte, mas as pessoas podem sempre surpreender-nos para o bem e para o mal.
Eu já mudei de opinião tantas vezes, já tomei decisões e voltei atrás, já me arrependi de algumas coisas mas nada de muito importante, até porque acho que os maiores arrependimentos são das coisas que não fazemos. Felizmente arrependimentos se os tenho são muito poucos, e não são significativos, tanto que neste momento nem me lembro de nenhum. Já fiz a muitas burradas ou tomei decisões menos sensatas, mas ainda assim não posso dizer que me tenha verdadeiramente arrependido, já que alguma coisa eu aprendi, nem que seja a não repetir os erros do passado.
Juízo... tenho algum... mas não muito confesso, parte de mim ainda se sente como uma criança, embora de tempos a tempos o peso dos acontecimentos me possa fazer sentir como se tivesse 100 anos, mas essa sensação felizmente não dura muito tempo. Sou mais menina que "velhota" e isso permite-me "sacudir o pó" e seguir em frente com uma certa rapidez e facilidade face às dificuldades.
Sou complicada numas coisas e simples noutras, não gosto de receber ordens ou de dar satisfações... E acima de tudo, sou FELIZ porque me sinto amada e protegida por quem mais amo e é isso que me dá leveza e confiança para ser quem sou... e os outros? os outros são os outros...

Estes turnos da noite custam a passar...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Errando e aprendendo...

Estava a pensar nos erros que vamos cometendo ao longo dos nossos dias...
O que são ou significam os erros? Acima de tudo, penso que os erros significam que agimos, que existimos para o mundo em vez de ficarmos quietos.
Tenho errado tanto e de tantas maneiras diferentes, mas raramente me arrependo de ter agido e errado. Afinal de que serve o arrependimento? Certezas nunca temos de nada, a não ser da incerteza e imprevisibidade da vida que acaba por se mostrar tão fugaz...
Se vou continuar a errar? Claro que sim. É com os erros que mais se aprende.
Não sei o que me vai acontecer amanhã, o que vou fazer ou sentir, mas sei que de certeza ainda vou cometer muitos erros. E às vezes os erros são tão doces que apetece errar muitas vezes...
Apenas posso esperar cometer erros cada vez melhores.
Errar? Sim, mas de forma diferente e melhor.
E não é tão bom poder aprender com doces bocados do mundo no meio das inevitáveis cabeçadas?!
Vamos todos errar melhor enquanto procuramos ser felizes?