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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Intolerâncias crescentes

Porque insistimos em coisas, pessoas, situações que não nos fazem bem?
Que raio de vício este de querer repetir algo que comprovadamente sabemos que além de não nos fazer bem, acima de tudo nos faz mal...

Aqui estou eu neste momento, acordada a pensar nestas coisas, e porquê? Porque mais uma vez caí na asneira de fazer algo que apenas me dá um prazer momentâneo mas cujas consequências menos boas se fazem sentir pouco tempo depois e ainda perduram por algum tempo... Enfim...
Ao longo da vida vamos nos deparando com algumas situações que depois se revelam tóxicas para nós. E o mistério está no que é que afinal nos leva a insistir no que acabamos mais cedo ou mais tarde por descobrir nos faz mal, nos envenena. Será pela lembrança de um tempo em que não nos fazia mal? Há coisas e situações que têm um efeito cumulativo, ou seja, quanto mais nos expomos a elas, mais mal nos fazem. Mas de certa forma, conseguimos delas retirar algum prazer momentâneo, e deve ser esse, junto com a lembrança de outros momentos de satisfação que nos fazem esquecer daquilo que realmente é melhor para nós, e vá de repetir o veneno, e as nossas intolerâncias assim vão crescendo porque nós de certa forma as alimentamos, até porque ninguém nasce intolerante, mas era bom aprender aprender de uma vez por todas a ficar longe do que faz mal.
Quem diria que a minha intolerância à lactose e o meu amor por sobremesas e afins hoje serviria de inspiração para este pequeno post...

domingo, 12 de janeiro de 2014


Qualquer um de nós já fez ou disse algo de que depois se arrependeu... até dizem por aí que errar é humano. Às vezes fazemos cada coisa que em qualquer outra ocasião nos pareceria estúpido ou impossível, mas naquele momento se apresenta como a melhor ideia possível. É claro que me arrependo de coisas que fiz, mas acho que me arrependo mais das coisas que não fiz, seja por indecisão, seja por receio do que depois adviria dali.
Ambas as opções me incomodam mas quando não faço algo que poderia ter feito, isso deixa-me um amargo de boca, uma sensação estranha por não saber o que poderia ter acontecido e quais as implicações que tal teria na minha vida actualmente. Por outro lado, também não é bom arrepender-me de algo que fiz e ficar a pensar em como fui estúpida ao ponto de cair naquela asneira, mas nesta situação procuro pelo menos aprender algo para não voltar a cair no mesmo.
Actos impulsivos todos temos, e ainda bem.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Destino vs Livre-arbítrio



Destino ou livre-arbítrio? Será que tenho de escolher um dos dois? Será que um anula o outro?
À partida estes parecem ser dois conceitos opostos e que se excluem um ao outro, no entanto para mim ambos são válidos e coexistem perfeitamente. Acredito que há coisas, pessoas e acontecimentos que nos estão destinados, mas também acredito que somos nós que escolhemos o modo como abordamos e vivemos esses momentos da nossa vida...
Se numa tarde ao andar pela rua encontro uma rosa no chão, eu posso escolher passar ao lado e deixar que seja espezinhada por um mar de pessoas ou baixar-me e apanhá-la e levá-la comigo, pô-la numa jarra com água e contemplá-la e sentir o seu perfume e deixar que um sorriso se desenhe nos meus lábios apenas porque estou a apreciar um momento daqueles prazeres simples que povoam as nossas vidas e aos quais nem sempre damos o devido valor.
Porque a vida não "nos acontece" simplesmente, nós temos em nós mesmos o poder de decidir, de agir ou não agir, porque somos seres pensantes e actuantes, nós influenciamos o meio em que vivemos, estamos constantemente a alterar a nossa realidade e a realidade dos que nos rodeiam. Mesmo a mais pequena acção que possamos fazer pode ter um efeito enorme na vida de outra pessoa quando nós até podemos nem nos aperceber ou acreditar que tal seja possível.
Então pode dizer-se que o destino são as cartas que nos calham e que o nosso livre-arbítrio é aquilo que nos permite jogá-las da melhor forma possível de que nos lembramos.