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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Um pequeno apontamento...


Amor incondicional...
Isso existe? Amar alguém de forma completa, sem condições, sem restrições, sem reservas, doar-se sem pedir nada em troca e aceitando tudo? Afinal o que é isto? Não estou a falar do amor por um filho porque esse sim acredito plenamente que seja incondicional, imensurável e infindável... não é a isso que me refiro, nem quero ir por aí.
Estou aqui a divagar sim, sobre amar aquela pessoa que achamos que nos completa, que nos faz feliz, com quem queremos estar. Será possível amar alguém assim mais que tudo? Mais que a nós mesmos? Isto porque o ser humano é egoísta, nós estamos com as pessoas de quem gostamos porque essas pessoas nos fazem sentir felizes, ou seja, gostamos do ou dos, sentimentos que essas pessoas nos fazem sentir. As condições existem sempre, o tempo todo? Ou pelo contrário a ausência de qualquer condição é real, só às vezes, o tempo todo, ou nunca? As pessoas são mesmo capazes de amar desta forma ou serão só os animais que o conseguem fazer?
Será que o amor é tudo ou nada? Ou temos/damos tudo ou não temos/damos nada?

 ...O mundo não é preto e branco...

E dar apenas sem receber... é saudável? É bom? É amor? É lindo e fantástico fazer os outros felizes, e isso claro tem as suas recompensas... mas e dar até tal ponto que nos esquecermos de nós?
Prefiro estradas com dois sentidos do que vias de sentido único. Para haver um Nós, tem de haver um Eu e um Tu. Se algum destes desaparece ou de esbate o Nós também se irá diluir e enfraquecer.
Sei lá... tudo isto são ideias soltas que por vezes se passeiam na minha mente... divagações... não necessariamente crenças inabaláveis e imutáveis, nada disto é vinculativo.
E sei que nem sempre faço muito sentido nestas divagações, mas nem tudo tem de fazer sentido, nem tudo tem de ser uma verdade pura... neste momento apetece-me apenas... escrever.
Eu sei sim que sou alguém incondicionalmente em mudança, e felizmente as minha opiniões, crenças, sentimentos e desejos vão mudando e evoluindo. Ficar estática é que não!

domingo, 11 de novembro de 2012

Eterna insatisfação

 

A eterna insatisfeita... é assim que me vejo. Parece que nada me chega, nada é suficiente. Eu quero sempre mais ou algo diferente daquilo que tenho. Passado algum tempo tudo me começa a cansar ou aborrecer... será que é porque ainda não encontrei o nicho onde pertenço ou encaixo? Ou sou mesmo insatisfeita de natureza?
Considero-me alguém com alguns hábitos mas que tenho uma certa aversão às rotinas.
Parece que assim que alcanço algo que quero (e é claro que fico satisfeita ao fazê-lo), passado um tempo, e às vezes nem sequer é muito tempo, é mesmo muito pouco tempo, aborreço-me e a insatisfação vai crescendo em mim.
E quando me decido a deixar algo para trás definitivamente, faço-o num ápice e nem olho para trás duas vezes nessa drecção, é preciso é que me decida! Agora, nem sempre tomo essa decisão rapidamente, mas quando o faço costuma ser de forma radical.
Adoptei já há bastante tempo uma espécie de lema ou regra que é: o lugar do passado é no passado! (Só espero não ter um dia de "engolir" estas minhas palavras!)
Reconheço que sou teimosa e orgulhosa e que isso me leva a cometer vários erros, mas também me impede de cometer outros tantos. Sou subtil e estratega, mas também muito directa e intensa porque sou fluida e adaptável como o desejo que vem de dentro... já me chamaram iceberg e já me disseram que sou puro mel... consigo ser e sou as duas coisas, esta dualidade faz parte de mim e eu só a mim devo explicações. Não procuro e evito ofender e magoar os outros, mas também a eles não me submeto. O respeito é algo muito importante e que tem de ser mútuo.
O que eu preciso e quero hoje pode muito bem não ser o que preciso e quero amanhã, até porque no mesmo dia o que desejo e me motiva também pode variar.
De modo geral, penso bastante nas situações, mas tenho alturas em que sou muito impulsiva e que me deixo levar facilmente pelo sentimento do momento, e coisas feitas a quente nem sempre são as melhores e mais de acordo com aquilo que queremos... enfim, também dizem que é a errar que mais se aprende, e eu nem tão cedo vou parar de aprender, isso é certo!

domingo, 6 de junho de 2010

Amor e amores



Amor... esse sentimento do qual andamos todos em busca.
E todos o procuramos porque como seres humanos precisamos do contacto com o outro, de nos sentir completos e unos... daí que todos (cada um à sua própria maneira) andemos em busca desse sentimento transcendente, aespacial e intemporal... mas verdade é que o único amor que realmente possuimos é aquele que nós mesmo sentimos pelo outro, não o que o tal outro ou outros possam sentir por nós, porque esse amor lhe ou lhes pertence... nós não possuímos nada que não seja intrínsecamente nosso, pois só podemos realmente conhecer aquilo que sentimos e vivemos... não quero ser mal interpretada, não há melhor que amar e sentir que somos amados, mas o que nós conhecemos é o nosso amor, o amor que vivemos dentro de nós e que damos ao outro, e além desse nosso amor, podemos conhecer a sensação do amor que nos é dado pelo outro, ou seja, o que apreendemos é a nossa percepção do amor que o outro sente por nós e nos dá, porque quem o vive e sente é o outro, esse amor pertence-lhe, só ele o pode possuir e o mesmo se passa connosco...
Acredito que todos nós nos apaixonamos e amamos pelo menos uma vez a dado momento das nossas vidas, e ainda que o amor possa não ser correspondido e nos remeta para a mais cruel das dores, o nosso amor existe, nós amamos e como tal somos ricos enquanto seres humanos e essa riqueza compensa a tristeza que daí possa advir, porque mais triste que sofrer um desgosto de amor é não ter amado nunca... não consigo viver na ausência de amor, preciso de sentir amor nem que seja aquele sentimento inicial de encantamento que nos faz flutuar e divagar em nós mesmos por alguém... dure essa sensação dias, semanas, meses ou anos... já me encantei tantas vezes, mais que uma vez pela mesma pessoa até... não penso muito no assunto, gosto de navegar ao sabor do vento e de me ir deparando com as tempestades e paraísos que vão chegando até mim e para os quais me encaminho de modo mais ou menos inconsciente... como tal considero-me uma pessoa afortunada e feliz porque existe em mim muito amor...