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terça-feira, 10 de março de 2015
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
O que é a Esperança? Quem espera alcança?
O que é a esperança? É sinónimo de esperar? Será ficar quieta e aguardar com certeza absoluta que o que queremos virá até nós? E não fazemos nada? Para mim não fazer nada é extremamente difícil porque quando quero algo vou atrás.
Não consigo ter um trabalho em que me sinta presa e não faça mais nada a não ser queixar-me... se não gosto esforço-me e procuro algo que vá mais de acordo com o que quero, nem que seja apenas pela mudança. Não gosto de me contentar seja lá com o que for, mas no entanto já tenho idade suficiente para saber que as coisas nem sempre correm como quero e que não posso mandar tudo para o ar porque tenho responsabilidades, por isso planeio e ajo tentando aproximar-me daquilo que quero e ao mesmo tempo tento tirar algum proveito da situação que não me agrada mas que de certeza que me permite fazer algumas coisas de que gosto... e nem sempre é fácil fazer isto, mas se não me esforçar por tentar fazê-lo vou acabar por chegar a um estado que não desejo.
Não posso ver tudo mau e negro, nem faz parte de mim ser assim, felizmente!
Mas por vezes sei que me "estico" naquilo que posso fazer, não posso ter tudo por mais que o queira e tenho de reconhecer que "o corpo é que paga" porque acabo por ficar extremamente cansada ao querer ter tudo e acabo por precisar de um tempo de restabelecimento para não cair em exaustão após dias e dias seguidos a dormir com sorte 4h...
Seja lá como for... começei este post a falar de esperança e esperar... volto a dizer, não gosto de esperar seja lá porque for, sou impaciente, preciso de agir e pelo menos ter a ilusão de que tenho algum controlo sobre as circunstâncias quando há algo que quero mesmo mudar.
Não sei bem se acredito no destino, pelo menos não acredito de forma cega que sou escrava de uma vontade pré-definida muito antes de eu existir.
Faço muitas coisas que se calhar não deveria fazer, tenho um lado dark ao qual dou espaço para existir, até porque gosto dele... acho que estou mais para diabinho que para anjinho, mas também não posso negar quem sou.
Hoje relativizo muito mais a importância de todas as vivências porque nada é eterno, e eu acredito no para sempre enquanto dura e a não perder muito tempo com o que não nos preenche e nos traz infelicidade. Tenho hoje uma grande facilidade em voltar costas a algo que me faça mal e não me traga nada de bom. Com grande facilidade gelo e desconsidero algo que em dada altura teve alguma importância para mim. Se isto é bom? Não sei... penso que seja como tudo e tenha o seu lado bom e mau.
Mas seja como for, o que é mesmo importante para mim isso sim faz-me agir, e o que não é importante mais vale deixar ir com o vento... esperar quieta é que não!
E o que é a felicidade? A felicidade são várias coisas que não são palpáveis, são os momentos que vivemos, as pessoas a quem nos damos... Se sou feliz? Eu considero que sim, não a cada segundo de cada dia, mas sou uma pessoa feliz na grande maioria dos instantes da minha vida, é raro o dia em que não estou bem disposta e mesmo que as coisas não me corram tão bem, consigo sempre dar um sorriso por pequeno que este seja.
Não sei bem se este texto que acabei de escrever está muito coerente mas estes turnos da noite deixam qualquer pessoa meia desorientada, especialmente quando já lá vão uns quantos, e também não me apetece rever o que escrevi...
E parece-me que por agora vou fico por aqui...
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domingo, 16 de setembro de 2012
Sinto calafrios... toda a minha pele se arrepia!
Estou em contacto tão próximo com a dor e sofrimento humanos que parece que todo esse sofrimento que paira aqui pelo ar se quer colar a mim! E não pode ser!
Estou aqui neste palco de tristeza e não consigo evitar que toda essa dor profunda alheia me afecte de certa forma.
Conheço bem de perto a dor de perder alguém que faz parte de nós. E estar em contacto com essa dor alheia recorda-me sempre a minha própria, e a saudade perpétua que me acompanha.
Estou inquieta e ansiosa... anseio pelo meu descanso ainda com mais intensidade... os últimos minutos são sempre os que mais custam a passar...
Estou em contacto tão próximo com a dor e sofrimento humanos que parece que todo esse sofrimento que paira aqui pelo ar se quer colar a mim! E não pode ser!
Estou aqui neste palco de tristeza e não consigo evitar que toda essa dor profunda alheia me afecte de certa forma.
Conheço bem de perto a dor de perder alguém que faz parte de nós. E estar em contacto com essa dor alheia recorda-me sempre a minha própria, e a saudade perpétua que me acompanha.
Estou inquieta e ansiosa... anseio pelo meu descanso ainda com mais intensidade... os últimos minutos são sempre os que mais custam a passar...
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Querer mais que apenas esperar...

Às vezes pergunto-me o porquê de as pessoas esperarem tanto por algo, por qualquer coisa que pode ou não aparecer...Porque é se espera e não se arrisca a mudar ou a fazer algo de diferente do habitual? Não sou muito boa a esperar, às vezes tem de ser claro, mas sou um bocado impaciente além de ter sede de conhecer mais e melhor... quero novidades...
Compreendo e sei que não é fácil sair da nossa zona de conforto e deixar algo que é confortável e conhecido, a mim também nem sempre me é fácil... mas é preciso sair da caixa e ir mais longe.
Não é repetindo os mesmos comportamentos e caindo na dormência do hábito que vamos viver e sentir algo de novo, não é assim que se aprende ou que crescemos... Medo, receio ou pura preguiça todos sentimos, mas quando nos deixamos cair na inércia estamos a "morrer" um bocadinho.
Agir sempre da mesma maneira e esperar resultados diferentes é uma das muitas definições da loucura, e até acho adequado, porque se caímos sempre nos mesmos erros e continuamos a esperar um resultado diferente, é porque algo de errado se passa connosco, existe ali um ciclo que tem de ser quebrado e por algum motivo não o vemos ou queremos quebrar... e isto aplica-se a tudo nesta vida...
Neste momento procuro algo ou alguém, não sei muito bem, que me leve para lá daquilo que conheço. Tenho sede de algo diferente, algo mais... sei lá... Queria uma cor nova com um toque de originalidade para pintar os meus dias... será que quero demais? Não sei, mas também sei que nunca fui pessoa de me contentar com pouco, sou curiosa mas o meu interesse por algo que não considero estimulante e diferente depressa se desvanece... para as coisas permanecerem têm de ser especiais, têm de ter alguma qualidade, algo que deixe uma marca. As "coisas" de que falo são pessoas, objectos, músicas, fotografias... tudo aquilo que povoa o meu mundo e com as quais tenho algum tipo de ligação emocional, um significado seja ele explícito ou oculto.
Preciso do calor, da doçura, da liberdade e da descoberta e claro, de ter o meu cantinho para retornar sempre que me apetecer para me aconchegar e pensar tudo aquilo o que vivo e sonhar com muito mais...
Gosto de surpresas e acontecimentos inesperados mas não gosto de esperar que a vida aconteça... como é óbvio, não controlo tudo, ninguém controla, mas gosto de ter algo a dizer e poder fazer para que algo aconteça...
O conhecido e familiar é o ponto de partida, o desconhecido é o que nos impele a ir mais longe e voar.
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