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sábado, 28 de maio de 2016




Como evitar que o frustrar dos nossos sonhos e aspirações não nos transforme ou destrua? A realidade nem sempre é benévola para com o que desejamos... coincidências, má sorte, expectativas irrealistas e desajustadas, desconhecimento, cegueira, inexperiência, pessimismo, optimismo cego... A capacidade de adaptação é uma grande vantagem mas nem sempre é fácil de adquirir... É preciso mudar comportamentos, pensamentos, desenvolver novas estratégias mas como sabemos que o melhor é matar ou enterrar determinada ideia? 
Nem sempre temos de matar ou abandonar um sonho para seguir em frente... mas se a frustração de não atingir determinado sonho nos causa uma dor insuportável talvez seja melhor, para bem da nossa sanidade mental (e por vezes integridade física) reformar esse sonho de vez, ou deixar para uma outra altura. A nossa atitude dita muita coisa, mas sejamos realistas nem tudo está ao nosso alcance, ninguém consegue controlar tudo em momento algum.
Há tantos desejos e ideias que me passam pela cabeça, mas nem todas quero pôr em prática, algumas quero muito, outras assim assim, e outras rapidamente são postas de lado... como decidir se são irrealistas ou apenas trabalhosas mas exequíveis? O que são boas e más ideias... hoje... e amanhã?
A insatisfação impele-nos a querer mudar... é o que nos dá o muito necessário "pontapé no traseiro"... eu quero mais. Não gosto de me sentir travada e sem possibilidade de aprender, de crescer... quero fazer mais... não me apetece contentar e conformar com aquilo que os outros esperam. E também... porque deveria? Eu sou eu e não sou a francisca... Se a ana francisca é feliz com o seu marido de bigode e barba e a cozinhar para a família toda e a ir às compras com o seu carro de 5 portas familiar, isso é fantástico! Todos ficamos felizes que a ana francisca seja muito feliz, mas agora a francisca que não me venha dar lições de vida e dizer que para mim a vida ainda não começou porque não penso em casar me nem em trocar de carro... Por favor ana francisca, vai tomar conta da tua vida que da minha vida tomo eu conta! Das minhas alegrias, insatisfações e decisões sei eu. EU e mais ninguém. 
Opiniões todos temos e todos temos direito a tê-las, no entanto, não temos de impingi-las aos outros. Dizem que a vida nos dá limões, pois seja! A tua vida é boa (ou não) para ti! Os outros têm as suas vidas o que não quer necessáriamente dizer que são melhores ou piores, são diferentes! Ponto! Por isso mesmo é que uns fazem limonada, outros caipiroska, outros bolos de limão, outros simplesmente chupam o limão, ou ainda, atiram com ele à cabeça de alguém. É preciso é fartura de limões! Eu? Depende dos dias...
Bem... acho que já divaguei que chegue por agora, vou ficar por aqui antes que começe a escrever sobre sabe-se lá o quê mais... 

domingo, 15 de novembro de 2015

Os tristes dias em que vivemos...




Não costumo comentar por aqui o que acontece por aí, mas...
Estou chocada, triste e decepcionada com a humanidade... Não há nada que justifique a violência contra alguém apenas porque é diferente de nós... A desinformação veícula o preconceito que alimenta a intolerância e o ódio, e estes matam! 
Somos os supostos animais racionais, ou seja, temos capacidade cognitiva para pensar e agir sobre o mundo, para nos adaptarmos... mas e porque é tão difícil colocarmo-nos no lugar do outro? Porque não existimos sem destruir os nossos semelhantes, os animais, a natureza? 
A história repete-se vezes sem conta e mesmo assim não aprendemos, estamos constantemente a repetir os mesmos erros, a odiar, a desprezar, a não tolerar, a negar os direitos do outro, apenas porque é diferente, porque tem uma cor, opinião, crenças, valores, interesses, roupa, costumes, ou que seja diferentes de nós. 
Lá está a intolerância, lá o preconceito que a cobrir os olhos e as mentes... e lá vem a generalização... o "são todos iguais!" E mais uma vez, por uns poucos, pagam muitos, porque afinal são todos iguais.
Porque é que uns têm mais direito à vida do que outros? 
Como é que se gastam tanto tempo, dinheiro, e todo o tipo de recursos a planear actos tão terríveis, a pensar qual a melhor forma de matar o maior número possível de pessoas? Serão as pessoas que planeiam e executam estes actos completamente vazias por dentro, ou melhor, completamente cheias de ódio que não conseguem ter espaço para mais nada dentro de si? Entristece-me muito pensar que o objectivo de uma vida seja apenas o de acabar com a Vida... Mas o objectivo do terrorismo é esse mesmo: aterrorizar!
O que aconteceu na sexta feira naquela capital europeia é abominável,não há nada que justifique um acto assim, mas este não é o primeiro nem o único, é sim mais visível, aconteceu numa grande capital europeia... mas e o que se passa em outros países que não estão no centro da europa? Ouvem-se vozes que se levantam contra os refugiados que todos os dias chegam, que a culpa é deles e não é um problema das nações europeias... mas será que essas mesmas vozes já pensaram no porquê de essas pessoas estarem a fugir das suas casas, deixando tudo para trás, todas as suas posses, toda uma vida? Já se interrogaram que essas pessoas estavam viver no seu país e já nem pessoas com direito à vida eram consideradas, que a qualquer momento podiam ser mortos nas suas casa, quando saíssem à rua em busca de comida, para trabalhar (isto se ainda tivessem um trabalho), sabendo que os seus pais, filhos, amigos, vizinhos, ou a pessoa a atravessar a rua ao seu lado podiam ser mortos com um tiro, uma bomba, um disparo de morteiro ou o que fosse, sem aviso apenas porque sim, porque alguém decidiu que eles não partilham das suas crenças e não são nada, simplesmente não têm direito à vida? Mas alguém merece viver (se é que se pode chamar de viver) assim?
 E nós, vamos fechar os olhos ou olhar para o lado porque não é no nosso quintal, porque é lá longe e já agora porque são todos iguais?! 
Se acho que vai correr tudo bem? Não, não acho, todos os actos têm as suas consequências e repercussões e não vai ser fácil, gerir recursos limitados não é nada fácil e muitas vezes não corre nada bem, particularmente porque há sempre quem queira tirar proveito de algo (o que já é uma outra conversa que não vou ter aqui) mas não acho que voltar as costas a quem precisa seja o melhor a fazer, até porque já houve muitos de nós que já precisaram e quem sabe o que o futuro nos trará? É triste, mas o mundo nunca deixou de andar em guerra, há sempre alguma guerra a acontecer, Europa, África, América, Ásia... os direitos humanos estão constantemente a ser violados, só que umas vezes a visibilidade é maior que outras, infelizmente o ódio e a intolerância são uma constante... E pelo caminho que o mundo está a seguir podemos muito bem estar prestes a entrar numa III Guerra Mundial.
Todos temos direito à vida e a nos sentirmos seguros... com tantos genocídios que já aconteceram na nossa história e a humanidade ainda não aprendeu algo tão simples como a amar o próximo e a tolerância.
Sinto-me triste por todas estas vítimas, pelos mortos e pelos vivos... 
Apeteceu-me desabafar... 

"An eye for an eye only ends up making the whole world blind" M.G.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Aquele vaziozinho da saudade




Que se faz quando sentimos que parte de nós está longe? Como lidar com a ausência e com aquele vazio que fica? Por vezes um dia parece uma semana...
Se é verdade que o tempo nos marca, mais verdade é que as pessoas nos marcam... moldam-nos, tiram-nos pedaços, refinam-nos... tudo aquilo que vivemos ao longo da nossa vida nos vai mudando, tal como um diamante a ser lapidado.
As pessoas passam pela nossa vida e deixam diferentes marcas, e algumas nem uma leve marca deixam, mas existem sempre aquelas que nos marcam fundo e mudam a nossa existência e não importa o tempo que estão presentes. Não são os anos, são sim as vivências que nos tatuam a alma. 
Nós não somos apenas matéria, existe algo de transcendente e único em cada um de nós, e ao longo do tempo vamos tendo encontros com outros que combinam mais ou menos com quem somos e com quem podemos vir a ser.
O sentimento de perda é complicado de se lidar, mas em última análise é melhor ter tido ou conhecido, ainda que por pouco tempo, do que nunca ter tido ou conhecido... o que importa não é a posse, é a intensidade da vivência, é podermos sentir e assim evoluir para nos tornarmos alguém melhor. Eu sou o resultado de um emaranhado de vitórias, erros, bons e maus momentos, escolhas certíssimas e escolhas erradas, pode haver uma ou outra coisa que apagava mas no geral acho que não mudava assim muita coisa.
Há pessoas de quem não sinto a mínima falta, nem me lembro da sua existência, e há pessoas que me fazem falta todos os dias... muita falta. Mas se sinto a sua falta é porque estiveram presentes ao meu lado a dada altura e carregam com elas uma parte de mim.
Preciso dizer que sinto a falta de me fazeres rir...

quarta-feira, 24 de julho de 2013



Será que as pessoas mudam verdadeiramente? Será que podemos voltar a percorrer velhos caminhos mas de forma diferente? Ou substancialmente diferente na tentativa de atingir um destino diferente... sinceramente não sei...
Uma das definições de loucura é fazer exactamente o mesmo esperando obter um resultado diferente... É possível mudar mesmo? Seremos loucos por tentar algo assim? E se não tentarmos estamos a condenar algo que poderia ter alguma hipótese, ainda que ínfima, de sucesso ao fracasso certo?
As nossas decisões fazem-nos e nós fazemos as nossas próprias decisões... Como decidir bem então? Como saber o que escolher, se vamos para a esquerda, direita, frente ou para trás... Andamos às voltas? Paramos?
Se há caminhos que nunca deveriam ser percorridos, parece-me plausível que também hajam caminhos que têm de ser repetidos... e será que tal vale a pena? O que de bom vai trazer uma mera repetição? Será possível pôr uma paisagem nova num caminho antigo e abandonado? Uma simples repetição não poderá levar a nada de bom, se não tal já teria acontecido à primeira e não haveria repetição, apenas continuidade... algo tem sempre de mudar.. mas será que muda?
Como sabemos até que ponto temos de mudar, o que é preciso alterar e como? Errar é humano, isso já todos sabemos apesar de nem sempre nos lembrarmos disso em dados momentos. É por tentativa e erro que se aprende... mas e quando nos iludimos e pensamos que nós ou algo ou alguém mudou e na verdade depois vamos ver e está tudo igual?
Sim, porque se nos desiludimos, foi porque em algum ponto nos iludimos, vimos algo que não existia sem ser na nossa cabeça. As desilusões acontecem por nossa causa e não pelos outros, afinal fomos nós que pusemos as lentes cor-de-rosa (ou de outra cor qualquer) e vimos aquilo que parecia em vez daquilo que realmente é, talvez só víssemos o que desejávamos ver.
Onde fica o limite? O limite que cada um de nós estabelece para que determinada situação avance ou perdure no tempo... teremos necessidade de continuamente testar os nossos limites em todos os aspectos da nossa vida? Felizmente esses limites até costumam ser dinâmicos e não estáticos... Mas e se esse limite é ultrapassado? Como e quando sabemos? E que consequências daí advêm? 
Realmente o equilíbrio é algo difícil de se encontrar... e ao que parece impossível de manter durante muito tempo, o que não é necessariamente mau, porque nos força a sair de situações menos boas e a procurar algo melhor e mais de acordo com quem somos e com o que queremos.
Muda-se ou não se muda? Repete-se ou ignora-se? Aceita-se como é ou inventa-se algo que não é (ainda que tal não seja feito de forma consciente)? Decidimos ou já está decidido?
Pffffff! Sei lá! VIVE-SE! Não vale a pena fazer muitos planos, é bom tem um rumo, um objectivo mas é imperativo ser flexível e ter vontade de fazer acontecer e transformar.
Vamos ver o que acontece... afinal o amanhã está mesmo aí...

quinta-feira, 25 de abril de 2013



Sim, as pessoas têm de morrer, de desaparecer, os amores e as amizades desvanecem-se, a distância acontece... eu sei disto tudo, já lá vai o tempo em que eu acreditava que aqueles que mais amava eram eternos... a infância é uma época muito doce e inocente, e essa inocência vai-se perdendo ao longo do tempo e torna-se apenas uma lembrança mais ou menos longínqua e querida.
As perdas são inevitáveis ao longo da nossa vida e vamos aprendendo a lidar com elas à medida que elas nos alcançam, e é nesses momentos que somos apresentados à cortante frieza da saudade que nos vai acompanhar em vários momentos até à nossa morte.
Mas ter saudades significa que tivemos algo que nos fez feliz, por mais breve que tenha sido essa felicidade, ela foi sentida e recorda-nos da dualidade inseparável do bom e do mau.
Com o passar do tempo as lembranças podem esbater-se mas o que é importante deixa sempre um traço, da alegria ou tristeza sentidas... a memória é algo engraçado, lembramo-nos de coisas que queremos esquecer e acabamos por esquecer partes de outras coisas a que nos queremos agarrar e manter perto de nós.
Se as alegrias são para ser vividas (e muito bem vividas), as tristezas também o têm de ser para poderem ser ultrapassadas, não é escondendo e evitando aquilo que nos entristece que se anda para a frente, só quando nos permitimos sentir é que conseguimos integrar as experiências, o que não quer dizer que tenhamos de ficar obcecados e bater sempre na mesma tecla, muito pelo contrário, o objectivo é se necessário parar um bocado e sentir o que há para ser sentido, e depois levantar o olhar e seguir em frente, nem que seja iniciando por passinhos bem pequeninos. Um início trémulo é melhor do que estagnar.
O bom e o mau ou menos bom estarão sempre connosco, mas a decisão de nos deixarmos ir é sempre nossa, pelo menos em parte.
As perdas que já vivi até hoje ensinaram-me a relativizar o que de mau e desagradável me acontece, acho que atribuo um peso bem menor aos contratempos e atribulações que vivo, e assim consigo seguir em frente mais facilmente, não que sinta menos as coisas, mas sei bem o que é tristeza "a sério" e comparativamente o resto parece-me mais pequeno, sinto mas sei que sobrevivo e sem grandes mossas... Pretendo aproveitar os meus dias ao máximo, não quero perder muito tempo com insignificâncias e "guerrinhas" estúpidas... gosto é de dançar,cantar e estar com as "minhas pessoas", para o bom e para o mal... o resto é paisagem!
A morte, a saudade são reais e inevitáveis, não há como contorná-las, mas a par delas existe vida, existe felicidade, para as quais não podemos cegar, caso contrário morremos por dentro e passamos a andar no vazio sem ambicionar que nada de bom aconteça, sem fazer que nada aconteça... deixamos de ser... e assim não pode ser.

domingo, 10 de março de 2013

Special people, special places





É incrível como há pessoas que entram na nossa vida e quase sem darmos por isso e sem sabermos como se tornam tão importantes para nós.
São estes encontros fantásticos que trazem um colorido diferente aos nossos dias e noites. Por vezes a passagem dessas pessoas na nossa vida é temporária, mas nem por isso perde importância, antes nos faz apreciar mais ainda e querer ampliar os momentos conjuntos, e a lembrança desses bons momentos permanece ao longo do tempo e consegue sempre pôr-nos um grande sorriso nos lábios e na alma.
A percepção de que o tempo não é eternos e nos foge muito mais rápido do que possamos desejar faz-nos agarrar a vida com as duas mãos e com todos os sentidos, tentando esticá-lo o mais intensamente possível.
Várias são as vezes em que me interrogo qual a razão de ser e acontecer de certos encontros, porquê naquele momento e não antes ou não mais tarde... acho que tudo tem um momento certo para acontecer... nunca saberei quais as razões ou que determinam a ocorrência desses encontros, apenas posso agradecer e muito o privilégio de tais pessoas terem entrado na minha vida e terem deixado uma marca profunda e positiva em mim, por me fazerem mais feliz, mais eu.
Aconteça o que acontecer as minhas pessoas nunca serão esquecidas, fazem parte de mim e podem ter a certeza que deixo parte de mim com cada uma de vocês. Independentemente daquilo que a vida nos possa reservar, ainda que a distância nos separe, vão estar sempre pertinho, pertinho de mim guardadas num lugarzinho especial que reservo só para vocês.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O que é a Esperança? Quem espera alcança?



O que é a esperança? É sinónimo de esperar? Será ficar quieta e aguardar com certeza absoluta que o que queremos virá até nós? E não fazemos nada? Para mim não fazer nada é extremamente difícil porque quando quero algo vou atrás.
Não consigo ter um trabalho em que me sinta presa e não faça mais nada a não ser queixar-me... se não gosto esforço-me e procuro algo que vá mais de acordo com o que quero, nem que seja apenas pela mudança. Não gosto de me contentar seja lá com o que for, mas no entanto já tenho idade suficiente para saber que as coisas nem sempre correm como quero e que não posso mandar tudo para o ar porque tenho responsabilidades, por isso planeio e ajo tentando aproximar-me daquilo que quero e ao mesmo tempo tento tirar algum proveito da situação que não me agrada mas que de certeza que me permite fazer algumas coisas de que gosto... e nem sempre é fácil fazer isto, mas se não me esforçar por tentar fazê-lo vou acabar por chegar a um estado que não desejo.
Não posso ver tudo mau e negro, nem faz parte de mim ser assim, felizmente!
Mas por vezes sei que me "estico" naquilo que posso fazer, não posso ter tudo por mais que o queira e tenho de reconhecer que "o corpo é que paga" porque acabo por ficar extremamente cansada ao querer ter tudo e acabo por precisar de um tempo de restabelecimento para não cair em exaustão após dias e dias seguidos a dormir com sorte 4h...
Seja lá como for... começei este post a falar de esperança e esperar... volto a dizer, não gosto de esperar seja lá porque for, sou impaciente, preciso de agir e pelo menos ter a ilusão de que tenho algum controlo sobre as circunstâncias quando há algo que quero mesmo mudar.
Não sei bem se acredito no destino, pelo menos não acredito de forma cega que sou escrava de uma vontade pré-definida muito antes de eu existir.
Faço muitas coisas que se calhar não deveria fazer, tenho um lado dark ao qual dou espaço para existir, até porque gosto dele... acho que estou mais para diabinho que para anjinho, mas também não posso negar quem sou.
Hoje relativizo muito mais a importância de todas as vivências porque nada é eterno, e eu acredito no para sempre enquanto dura e a não perder muito tempo com o que não nos preenche e nos traz infelicidade. Tenho hoje uma grande facilidade em voltar costas a algo que me faça mal e não me traga nada de bom. Com grande facilidade gelo e desconsidero algo que em dada altura teve alguma importância para mim. Se isto é bom? Não sei... penso que seja como tudo e tenha o seu lado bom e mau.
Mas seja como for, o que é mesmo importante para mim isso sim faz-me agir, e o que não é importante mais vale deixar ir com o vento... esperar quieta é que não!
E o que é a felicidade? A felicidade são várias coisas que não são palpáveis, são os momentos que vivemos, as pessoas a quem nos damos... Se sou feliz? Eu considero que sim, não a cada segundo de cada dia, mas sou uma pessoa feliz na grande maioria dos instantes da minha vida, é raro o dia em que não estou bem disposta e mesmo que as coisas não me corram tão bem, consigo sempre dar um sorriso por pequeno que este seja.
Não sei bem se este texto que acabei de escrever está muito coerente mas estes turnos da noite deixam qualquer pessoa meia desorientada, especialmente quando já lá vão uns quantos, e também não me apetece rever o que escrevi...
E parece-me que por agora vou fico por aqui...

terça-feira, 12 de junho de 2012

Desabafo

Olho em volta e parece que todos andam à procura do tal amor perfeito e incondicional, e isso vê-se em conversas de café, nas redes sociais, no trabalho... em todo o lado... todos falam, e no entanto parece-me que poucos são os que estão realmente dispostos a esforçar-se e a aceitar o próximo. Parece que só vejo pessoas a queixarem-se e a refilarem que nada lhes corre bem, que são injustiçadas e maltratadas e abusadas. Mas será que essas mesmas pessoas estão dispostas a aceitar o outro tal como é? Sim, porque se nós temos defeitos, também os outros os têm e criticar é muito mais fácil do que tentar compreender e colocarmo-nos no lugar do outro, porque é muito melhor ser o dono da razão e das certezas e poder usar isso para acusar e fazer o outro se sentir mal, porque assim ganhamos, não é? Não sei bem qual é o prémio, mas enfim... cada um sabe de si.
Depois temos as outras pessoas que se rebaixam a tudo, aceitam tudo por mais que lhes custe por medo de perder alguém e ficar só, ainda que "lhes saia mais caro" permanecer onde estão infelizes e anulando-se a si mesmas enquanto pessoas, porque acreditam que mais ninguém lhes dará atenção e as poderá amar e porque ficar só é muito mau e já não têm idade para isso e a sociedade faz certas exigências. Isso é ser feliz? Contentarmo-nos é encontrar a felicidade? Para mim, acho que ter de deixar de ser a pessoa que sou porque alguém não gosta de parte de mim, não é viável. Se alguém gosta de mim, tem de gostar de mim por tudo aquilo que sou, tem de aceitar as minhas falhas junto com as minhas qualidades, tal como eu procuro fazer o mesmo aceitando o pacote completo. Há que fazer um esforço de adaptação um ao outro, sendo que, a atitude de aceitar tudo, inclusive humilhações, faltas de respeito e desconsiderações também não é saudável e devemos fugir dela para o mais longe possível. Cada um de nós tem o seu próprio valor, e precisar de rebaixar outros para se sentir bem consigo mesmo, é lamentável e doentio.
E ainda existem aquelas pessoas que não sabem o que querem, e parece que ficam "em cima do muro" à espera que alguém tome decisões por elas, ou porque têm medo, ou porque não querem dar o braço a torcer e não assumem o que sentem, nem o que querem. E quem não luta pelo que quer também não deve ser muito feliz porque fica apenas a ser um espectador da própria vida, porque não fala nem se chega à frente para obter o resultado que espera... limita-se a ficar estático, e depois se calhar ainda é capaz de reclamar que a vida é uma merda e nada lhe sai bem. Parece que para essas pessoas a vida é "morna" pois não fazem nada com grande entusiasmo, não põem muito de si no que fazem com medo que a bomba lhes expluda na cara, e secretamente invejam outros que (pelo menos) aparentam estar felizes. Acordem para a vida e mexam-se!
Seja como for, parece-me que hoje em dia, muitas vezes as pessoas se respeitam e respeitam as outras cada vez menos. Cada vez há menos tolerância e compreensão, e mais vontade de reclamar, sem verdadeiramente falar e dizer o que se quer e precisa, a quem deve ser dito.
Estou fartinha de conversas vazias de conteúdo e também de tentar falar para as baleias, que parecem ser seres inteligentes mas até hoje não há quem as compreenda.
Enfim... com ou sem razão, apeteceu-me fazer este pequeno desabafo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Uma pedra no charco...


Às vezes faz falta uma pedra no charco. É preciso agitar as àguas de vez em quando, é preciso oxigená-las, porque convenhamos que àguas estagnadas não encantam ninguém. Quem gosta de àguas estagnadas são os microorganismos e vermes que vivem na escuridão opaca que não deixa ver a luz do sol.
É preciso mudar, evoluir de vez em quando, o que não quer dizer que nós e o nosso mundo tenhamos de estar em constante desassossego porque também faz falta deixar a poeira assentar e disfrutar dos momentos.
O que já não é tão bom é a acomodação, quando nos deixamos ficar numa situação que já não nos satisfaz mas que é confortável e onde não nos precisamos de esforçar muito... a rotina também mata... e mata devagarinho...
Por vezes queremos tudo e queremos tanto que cegamos para o resto que não seja o nosso objecto de desejo naquele momento da nossa existência. Perdemos um pouco o contacto com o outro, e o que é pior, com nós mesmos... e o equilíbrio é algo de muito necessário que nesse instante deixa de existir... e recuperá-lo, nem sempre é tarefa fácil, mas eventualmente é possível recuperá-lo.
Aquele impulso disruptivo do cair da pedra nas nossas àguas é algo de fantástico porque, se por um lado, baralha tudo aquilo que nos é familiar, por outro lado, é o impulso criador de algo novo e sem precedentes que vamos de experienciar...
Para sermos felizes, temos de sair da nossa caixinha linda e decorada a nosso gosto... só assim vamos perceber que ela não é perfeita e que a perfeição é algo que simplesmente não existe...
Viver é arriscado e nada fácil... mas na maior parte das vezes é tãaao boooommm...

sábado, 24 de abril de 2010

Um simples desabafo...



Porque o que foi não volta a ser, por muito que o possamos querer...

E o que já foi, foi bom, foi maravilhoso, mas ainda assim fica sempre aquém daquilo que imaginamos... o que imaginamos apenas depende de nós, e como tal é ideal e perfeito, mas o mundo real comporta muito mais do que nós mesmos, ele engloba pessoas e acontecimentos sobre os quais não temos qualquer tipo de controle... como tal o que imaginamos nunca corresponde à realidade em que nos movemos. Mas é assim que tem de ser e ainda bem que assim o é, porque a riqueza da vida está no encontro com o outro... quantas vezes somos surpreendidos por acontecimentos e encontros inesperados (umas vezes para o bem outras para o mal ou menos bem)?... É tão bom quando recebemos a visita de alguém há muito ausente, quando alguém desejado mas não procurado ou disponível nos procura com um telefonema, uma mensagem ou o que for, a presença de um amigo há muito ausente mas nunca esquecido, um encontro fruto do acaso num café... tudo isto te leva a pensar que se bem que o futuro não está totalmente definido à partida, há coisas, encontros, pessoas que estão destinadas a ser e acontecer, ainda que esses encontros, momentos não tenham a duração que possamos desejar ou tenhamos imaginado.

Acredito que há pessoas pessoas que TÊM de passar pela nossa vida porque nos estão destinadas naquele momento, dias, horas, anos...as nossas vidas cruzam-se porque assim o tem de ser, porque sem elas não somos completos, precisamos viver e aprender com elas, e ainda que esse tempo não corresponda ao tempo que imaginámos e idealizámos e que a distância física nos separe, a nossa ligação tão única e especial permanece, embora invisível para os outros, nós sabemos e sentimos que está lá e ainda que sem palavras, porque elas não são realmente necessárias, o elo está lá porque na verdade somos duas partes de um mesmo todo... são estes encontros que enriquecem a nossa existência, nunca seríamos quem somos se tais encontros não se dessem...

Quando falo destas pessoas essenciais (essenciais no sentido de que fazem parte da nossa essência, de nós mesmos), falo de amores, amigos, amantes... de todas as pessoas que realmente nos marcam para a vida, e acredito que durante a nossa vida não temos apenas um destes encontros, existem várias partes de nós espalhadas por aí, todas eleas nos fazem falta... mas não sei se será possível que todos esses encontros se dêem em apenas uma vida... quem sabe...

Ainda que os nossos encontros sejam mais breves do que o que possamos ter desejado, ainda bem que acontecem, é bem melhor ter tido, sentido, vivido e perdido do que nem sequer ter experimentado aquela comunhão mágica cuja lembrança nos vai acompanhar pelo resto das nossas vidas, não querendo isto dizer que tenhamos de ficar presos ao passado... nada disso. Aliás o que vivemos é a preparação para o futuro que nos espera, uma vez que já sabemos o que somos capazes de ser e sentir e como tal temos de progredir... AMAR, VIVER, ou não faz sentido cá estarmos...

Quanto mais falo e escrevo, mais vontade tenho de falar e escrever, há tanto que ainda quero dizer, mas sinto que nunca irei conseguir dizer tudo o que me vai cá dentro... sinto que quanto mais há a dizer mais fica por dizer porque as palavras simplesmente não chegam...